Saiba quem é a presidente interina da Venezuela após ataque dos EUA
Brasil e outros cinco países condenam ataque norte-americano, enquanto reações se espalham pela Venezuela e pelo exterior
• Atualizado
As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos (EUA). A decisão segue entendimento do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ), que determinou a sucessão temporária no comando do Executivo.
Em pronunciamento em vídeo, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, rejeitou a intervenção militar norte-americana e exigiu a libertação imediata de Maduro, que foi levado para Nova York junto da primeira-dama, Cilia Flores. Segundo o ministro, o ataque representa uma ameaça não apenas à Venezuela, mas à estabilidade global.
“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer país”, afirmou Padrino, ao criticar o que classificou como uma postura colonialista dos Estados Unidos sobre a América Latina e o Caribe.
O ministro também denunciou que parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante a operação militar realizada no sábado (3). Ele citou a morte de soldados, militares e civis, sem divulgar números oficiais.
A ofensiva norte-americana foi marcada por explosões em bairros da capital, Caracas, e culminou com a captura do presidente venezuelano. Os Estados Unidos acusam Maduro, sem provas, de liderar um suposto cartel de narcotráfico chamado “De Los Soles”, alegação contestada por especialistas e negada pelo governo venezuelano. Durante o governo Donald Trump, havia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.
A captura gerou reações dentro e fora do país. Em Caracas, manifestantes foram às ruas para repudiar a intervenção estrangeira. No exterior, venezuelanos organizaram atos de protesto e comemoração em cidades como Bogotá, Lima, Quito, Buenos Aires, Madri, além de Nova York e São Francisco, nos Estados Unidos.
De acordo com dados da plataforma R4V, cerca de 20% da população venezuelana deixou o país desde 2014, principalmente em direção à Colômbia e ao Peru. Muitos integrantes da diáspora acompanham a situação com expectativa e preocupação.
No cenário diplomático, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto condenando o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Os países classificaram a ação como uma violação do direito internacional e alertaram para o risco à população civil e à estabilidade regional. A nota reforça que a crise deve ser resolvida por meios pacíficos, sem interferência externa, e com respeito à soberania venezuelana.
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