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"NÃO É NÃO"

Futebol catarinense reforça combate à violência contra a mulher

Clubes da Série B Catarinense aderem ao protocolo “Não é Não” para prevenir violência contra mulheres nos estádios

• Atualizado

Roberto Gatti

Por Roberto Gatti

Futebol catarinense reforça combate à violência contra a mulher.| Foto: Divulgação MPSC / Reprodução
Futebol catarinense reforça combate à violência contra a mulher.| Foto: Divulgação MPSC / Reprodução

Os clubes que disputarão a Série B do Campeonato Catarinense decidiram aderir ao Protocolo “Não é Não”, iniciativa voltada à prevenção da violência contra a mulher em ambientes esportivos. A decisão foi tomada durante reunião realizada na sede da Federação Catarinense de Futebol, com participação de representantes das equipes e da SC Clubes. A competição tem início previsto para o dia 22 de abril.

Medida visa segurança nos estádios

O protocolo tem como objetivo prevenir situações de constrangimento e violência contra mulheres em locais de lazer, como estádios de futebol, reforçando o compromisso com a segurança do público.

A iniciativa conta com apoio do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEAVIT), responsável pela elaboração de materiais informativos entregues às equipes.

Além disso, o núcleo oferece um curso gratuito de capacitação para atendimento às vítimas, voltado aos profissionais que atuarão nos estádios.

Compromisso coletivo

Segundo a coordenadora-geral do NEAVIT, a promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, a adesão representa um avanço importante.

“A medida reforça o papel dos estádios como espaços seguros e destaca a necessidade de atuação conjunta no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou.

O que prevê o protocolo

Instituído pela Lei Federal nº 14.786/2023, o Protocolo “Não é Não” estabelece medidas para prevenir e combater situações de violência e constrangimento em ambientes de lazer.

A legislação determina que locais com venda de bebidas alcoólicas devem contar com profissionais capacitados para acolher vítimas e encaminhar os casos de forma adequada.

Como funciona na prática

Nos locais que adotam o protocolo, o público contará com pontos de apoio identificados. Profissionais capacitados geralmente identificados por coletes lilás, crachá ou uniforme, estarão disponíveis para prestar atendimento.

Esses colaboradores são treinados para oferecer acolhimento de forma sigilosa, segura e respeitosa, garantindo o encaminhamento correto em casos de risco.

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