Mercado eleva previsão da inflação para 4,89%
Previsão da inflação sobe para 4,89% em 2026 e ultrapassa teto da meta; cenário é pressionado por combustíveis e alimentos
• Atualizado
A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil voltou a subir. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo passou de 4,86% para 4,89% em 2026.
Com isso, a projeção segue acima do teto da meta de inflação, fixada em 3% pelo Conselho Monetário Nacional, com margem de tolerância de até 4,5%.
Pressão externa impacta inflação
A alta ocorre em meio a pressões externas, como o aumento dos preços dos combustíveis causado pela guerra no Oriente Médio. Esse cenário também influencia o custo de alimentos e transporte, dois dos principais componentes do índice.
Dados recentes do IBGE mostram que a inflação de março ficou em 0,88%, acima dos 0,7% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses, o IPCA está em 4,14%.
Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano.
Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, mesmo diante das incertezas externas. A expectativa do mercado é que a Selic termine 2026 em 13% ao ano.
Impacto dos juros na economia
Juros mais altos tendem a conter o consumo e reduzir a inflação, mas também podem desacelerar o crescimento econômico. Já a redução da Selic estimula crédito e consumo, o que pode impulsionar a economia, mas aumenta o risco de pressão inflacionária.
O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento do PIB em 1,85% para este ano.
Já o dólar deve fechar 2026 cotado a R$ 5,25, segundo as estimativas do Focus.
*Texto com informações da Agência Brasil
Leia Mais
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO