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EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja o que muda

Taxa entra em vigor em 22 de julho e pode afetar mais de 4,1 mil mercadorias exportadas pelo Brasil

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SBT News

Por SBT News

EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja o que muda | Foto: Molly Riley/White House/Reprodução SBT News/Divulgação
EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja o que muda | Foto: Molly Riley/White House/Reprodução SBT News/Divulgação

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao país. A medida passa a valer a partir de 22 de julho e pode atingir mais de 4,1 mil mercadorias, o equivalente a cerca de R$ 14,9 bilhões em exportações, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apesar da nova taxação, alguns produtos brasileiros deverão ficar de fora da medida. Conforme informações do SBT News, café, carne bovina, laranja, suco de laranja, além de determinados produtos dos setores de energia e componentes aeroespaciais, devem integrar a lista de exceções.

A decisão faz parte de uma nova etapa da política comercial adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Casa Branca, a medida foi tomada porque o governo americano considera que o Brasil mantém práticas comerciais consideradas desleais e prejudiciais à indústria dos EUA.

Entre os principais pontos citados pelos Estados Unidos estão o funcionamento do Pix, a avaliação de que o Brasil não combate a corrupção de forma suficiente, o desmatamento ilegal, a tarifa aplicada ao etanol americano, questões relacionadas à proteção da propriedade intelectual e acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia.

Governo americano diz que negociações continuam

Ainda de acordo com informações do SBT News, autoridades do alto escalão do governo americano afirmaram que, ao longo do último ano, foram apresentadas diversas propostas ao Brasil. Na avaliação dos Estados Unidos, apenas nas últimas semanas o governo brasileiro passou a adotar uma postura considerada mais construtiva, embora as propostas apresentadas tenham sido classificadas como genéricas.

As autoridades também afirmaram que as negociações seguem em andamento e que ainda existe a possibilidade de revisão da tarifa. Segundo o governo americano, a medida tem caráter comercial e não seria motivada por questões políticas.

Os representantes dos EUA também alertaram que uma eventual retaliação por parte do Brasil poderá provocar novas respostas por parte do governo americano.

Governo brasileiro avalia resposta

Antes da confirmação da tarifa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que é provável que o governo federal retome um processo de reciprocidade em resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos.

Segundo o ministro, a decisão dependerá de avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e poderá incluir novas medidas para proteger empresas brasileiras afetadas pela taxação.

O que os EUA questionam

A investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) aponta seis principais pontos de preocupação na relação comercial com o Brasil:

  • Políticas relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamento, incluindo críticas ao Pix e a decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais;
  • Acordos comerciais com México e Índia, considerados vantajosos para produtos desses países;
  • Medidas de combate à corrupção;
  • Proteção da propriedade intelectual e combate à pirataria;
  • Tarifação aplicada ao etanol importado dos Estados Unidos;
  • Fiscalização e combate ao desmatamento ilegal.

A nova tarifa entra em vigor no próximo dia 22 de julho, enquanto as negociações entre os dois países continuam.

*Com informações do SBT News.

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