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INFRAESTRUTURA

Diretor da CCR explica interdição da Ponte Anita Garibaldi; saiba o motivo

O problema está concentrado em apenas um dos 90 cabos de cordoalhas que compõem o sistema estrutural da ponte

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Diretor da CCR explica interdição da Ponte Anita Garibaldi; saiba o motivo | Foto: reprodução / Google Maps
Diretor da CCR explica interdição da Ponte Anita Garibaldi; saiba o motivo | Foto: reprodução / Google Maps

O diretor da CCR ViaCosteira, Fernando de Marchi, atualizou a situação da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, e afirmou que a estrutura permanece preservada. Segundo ele, a interdição preventiva, iniciada na última quinta-feira (9), foi adotada após uma inspeção periódica de engenharia identificar a necessidade de substituir um dos cabos da ponte.

De acordo com Marchi, o problema está concentrado em apenas um dos 90 cabos de cordoalhas que compõem o sistema estrutural da ponte. Ele ressaltou que a medida foi tomada de forma preventiva para garantir a segurança dos usuários da BR-101 durante a execução do reparo.

“A estrutura da ponte está intacta. O que precisa ser feito é a substituição de um dos cabos identificados durante o processo de inspeção”, explicou o diretor em vídeo divulgado pela concessionária.

Como funciona a estrutura da Ponte Anita Garibaldi

Durante a explicação, Fernando de Marchi detalhou como a ponte foi projetada. A Ponte Anita Garibaldi é uma ponte “estaiada”, modelo em que o tabuleiro, parte por onde passam os veículos, é sustentado por cabos de aço ligados às torres principais. A estrutura é considerada uma das mais importantes obras de engenharia rodoviária de Santa Catarina.

Um dos principais elementos da ponte é o chamado “caixão”, conhecido na engenharia como caixão metálico ou caixão estrutural. Trata-se de uma grande estrutura oca de aço instalada sob a pista de rolamento.

Esse sistema funciona como a principal viga da ponte. Além de suportar o peso da pista e dos veículos, ele distribui os esforços para os cabos estaiados e para as torres, garantindo maior rigidez, estabilidade e resistência à estrutura. O formato fechado também reduz deformações provocadas pela passagem de veículos e pela ação dos ventos.

Segundo Marchi, o cabo que será substituído está conectado a esse sistema estrutural, mas a necessidade da troca não representa risco de colapso da ponte. A intervenção faz parte do plano de manutenção previsto para esse tipo de obra de engenharia.

Ponte é referência da engenharia brasileira

Inaugurada em 2015, a Ponte Anita Garibaldi possui cerca de 2,8 quilômetros de extensão e é uma das maiores pontes estaiadas do Brasil. Seu trecho principal conta com um vão central de aproximadamente 400 metros sustentado por cabos de aço ligados a duas torres com mais de 50 metros de altura. A obra eliminou um dos principais gargalos da BR-101 Sul e melhorou significativamente o fluxo de veículos na região de Laguna.

A Ponte Anita Garibaldi permanece interditada para que a equipe técnica realize a substituição do cabo e demais procedimentos necessários. Conforme informado anteriormente pela CCR ViaCosteira, a previsão é de liberação parcial do tráfego a partir do dia 20 de julho, enquanto outras intervenções continuarão sendo executadas na estrutura.

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