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DEBATE CLIMÁTICO

SCC Meio-Dia realiza debate sobre o fenômeno ‘El Niño’ em SC

O fenômeno "El Niño" está acelerado e deve se instalar em Santa Catarina já entre junho e agosto

• Atualizado

Redação

Por Redação

O fenômeno “El Niño” está acelerado e deve se instalar em Santa Catarina já entre junho e agosto, em pleno inverno, alterando drasticamente a estação. O SCC Meio-Dia realizou nesta sexta-feira (15), um debate com profissionais da área – Gilsânia Cruz (Epagri/Ciram) e o Professor Reinaldo Haas (UFSC).

Gilsânia Cruz possui graduação em Meteorologia pela Universidade Federal de Pelotas e mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Atualmente é meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia Aplicada.

O professor Reinaldo Haas (UFSC) possui graduação em Física Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestrado em Meteorologia e doutorado em Meteorologia, ambos, pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professor do Depto de Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Previsibilidade da Precipitação.

A Defesa Civil de Santa Catarina também foi convidada para participar do debate, mas preferiu não participar.

Santa Catarina pode enfrentar chuva acima da média com retorno do El Niño

Uma nova atualização divulgada nesta quinta-feira (14) reforçou a possibilidade de retorno do fenômeno El Niño nos próximos meses.

Segundo projeções do Centro de Previsões Climáticas da NOAA, agência norte-americana responsável pelo monitoramento climático e oceânico, a tendência é que o fenômeno comece a se estabelecer a partir de junho deste ano e permaneça ativo pelo menos até o verão de 2026/27.

O alerta chama atenção principalmente para Santa Catarina, onde a primavera já costuma ser marcada por grande volume de chuva. Com a influência do El Niño, aumentam as chances de precipitações acima da média e de eventos extremos, como inundações, alagamentos e deslizamentos.

De acordo com os modelos meteorológicos, o aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico Equatorial, observado nos últimos meses, está diretamente ligado à formação do fenômeno. Inicialmente, entre o final do outono e o inverno deste ano, o El Niño deve atuar com intensidade entre fraca e moderada.

A preocupação maior, porém, está voltada para a primavera. As projeções indicam que o fenômeno pode ganhar força ao longo da estação, atingindo intensidade forte a muito forte.

Diante desse cenário, a Secretaria da Proteção e Defesa Civil reforça a importância de a população acompanhar diariamente os avisos e boletins de previsão do tempo, já que os modelos meteorológicos passam por atualizações constantes.


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