Ciclones provocam frio no Sul e chuva no Sudeste
Dois sistemas no mar devem provocar queda de temperatura no Sul e temporais no Sudeste e Nordeste
• Atualizado
Dois ciclones estão influenciando o tempo no Brasil e devem provocar efeitos diferentes nas regiões do país nos próximos dias. Um sistema já está formado no Atlântico Sul e traz ar mais frio para o Sul. Outro deve se formar em alto-mar e pode causar chuva forte no Sudeste e no Nordeste.
Imagens do satélite meteorológico GOES-19 registradas na tarde desta quinta-feira (26) mostram um ciclone extratropical no Atlântico Sul. O sistema atua longe do continente, a Nordeste das Ilhas Malvinas, com pressão central de 997 hPa.

Segundo a MetSul Meteorologia, esse primeiro ciclone não oferece riscos, pois está distante da costa. Ele apenas impulsiona uma massa de ar frio e de alta pressão atmosférica para a Região Sul, o que ajuda a reduzir a chuva e derrubar as temperaturas.
Segundo ciclone pode trazer temporais
A preocupação maior está no segundo sistema, que ainda está em formação. Áreas de instabilidade na costa do Sudeste devem se organizar e dar origem a uma área de baixa pressão no mar, com possibilidade de se transformar em ciclone nos próximos dias. Esse sistema pode ter características subtropicais.
A MetSul alerta que o Sudeste segue sob risco elevado de chuva forte a intensa, especialmente entre esta quinta (26) e sexta-feira (27), período considerado o mais crítico. Não estão descartados volumes extremos de forma isolada.
No Nordeste, o cenário pode ser ainda mais preocupante. A formação de áreas de baixa pressão no Atlântico deve organizar um corredor de umidade vindo da Amazônia, deslocado mais ao Norte do que o normal para esta época do ano.
A Bahia deve ser um dos estados mais afetados. Modelos meteorológicos do Metsul indicam acumulados de 100 mm a 200 mm nos próximos sete dias em muitas cidades baianas. Em algumas áreas, os volumes podem chegar a 200 mm a 400 mm, com possibilidade de índices ainda maiores de forma isolada.
Em Salvador e na região metropolitana, o risco geológico é considerado muito alto a crítico para deslizamentos. No interior, áreas como Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim também exigem atenção. Há risco de alagamentos, inundações, enxurradas e até bloqueio de rodovias por desabamentos.
Diferença entre os sistemas
O primeiro ciclone é extratropical, tipo mais comum na costa brasileira. Ele se forma em latitudes médias e altas, está associado a frentes frias e quentes e tem núcleo frio.
Já o segundo pode ser subtropical, um tipo menos frequente no Brasil. Sistemas subtropicais combinam características de ciclones tropicais e extratropicais e têm estrutura intermediária, com núcleo parcialmente quente em níveis mais altos da atmosfera.
*Com informações de MetSul
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