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VÍDEO: advogada é atropelada por moto elétrica na calçada em SC

Atropelamento gerou debate sobre segurança nesta quarta-feira (10) na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul

• Atualizado

Sarah Falcão

Por Sarah Falcão

Foto: Redes Sociais/Reprodução
Foto: Redes Sociais/Reprodução

Uma advogada foi atropelada por uma moto elétrica em 31 de maio, na calçada da rua Barão do Rio Branco, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. O acidente gerou debate na Câmara de Vereadores do município nesta quarta-feira (10).

A moto elétrica era conduzida por um adolescente de 15 anos. As imagens mostram o momento em que a mulher sai do estabelecimento e é atingida.

A advogada caiu no chão e teve ferimentos leves.

Discussão na Câmara

Durante a sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (10), o vereador Almeia (MDB) usou seu tempo na Palavra Livre para cobrar rigor na fiscalização dos veículos autopropelidos – categoria que abarca bicicletas elétricas, patinetes, monociclos e outros equipamentos de mobilidade individual.

“Hoje, não é por falta de regramento que as imprudências são deixadas de ser fiscalizadas. Nós temos um regramento claro. Se esta mulher bate a cabeça no chão, em uma quina, com a velocidade com que aquele autopropelido a atingiu, teria um traumatismo craniano”, alertou o vereador.

Além disso, Almeida disse que o atropelamento é lamentável e reforçou a responsabilidade dos pais nessa situação. Ele ainda questionou a ausência de fiscalização nesses casos, apesar de reconhecer as limitações enfrentadas pela Polícia Militar devido ao efetivo reduzido.

“Até quando nós vamos nos deparar com situações iguais a essa, de imprudência, de irresponsabilidade?”, questionou.

O vereador Delegado Mioto (União), em aparte, avaliou os métodos de educação e punição no trânsito desses casos. Segundo ele, as ações têm sido insuficientes para melhorar a mobilidade e proteger as pessoas.

Mioto afirmou que a educação poderia ser oferecida por uma Escolinha de Trânsito, projeto existente em outros municípios e que conscientiza crianças e jovens sobre acidentes e condução adequada.

“Não adianta, a Polícia Militar faz um trabalho de excelência na cidade, mas eles não têm mais braço para se dedicar à fiscalização dos autopropelidos”, declarou o vereador, ao defender a criação de uma Guarda Civil Municipal.

Já o vereador Osmair Gadotti (MDB) reforçou que a utilização dos autopropelidos em calçadas, proibida por lei municipal, é recorrente. Os parlamentares ainda demonstraram preocupação para a alta na entrada de pacientes em hospitais envolvidos em acidentes com esse tipo de equipamento.

No ano passado, o Plenário da Câmara Municipal aprovou uma lei que regulamenta a circulação dos autopropelidos. O texto reforça que a circulação desse tipo de veículo de mobilidade individual fica restrita a ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, e que o tráfego em calçadas, calçadões, passeios e faixa de pedestres é proibida. Nesses casos, o condutor deve guiar o veículo de forma desmontada.


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