Acusado de mandar matar ex-secretário vai a júri em Joinville
Empresário denunciado como mandante do assassinato do ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan, será julgado nesta segunda-feira (27)
• Atualizado
O empresário denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como mandante do assassinato do ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan em 2022, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (27), em Joinville.
Segundo o Ministério Público, o empresário é uma figura conhecida e influente em Major Vieira, o que poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. Por esse motivo, a Justiça acolheu o pedido da Promotoria e determinou a transferência do julgamento para Joinville.
O júri acontece cerca de um mês após a condenação de outros três envolvidos no homicídio. Eles receberam penas de 20 anos, 15 anos e 12 anos e seis meses de prisão, todas em regime inicial fechado. A Justiça também determinou o cumprimento imediato das penas e negou aos réus o direito de recorrer em liberdade.
Crime teria sido planejado por cinco pessoas
Conforme a denúncia do MPSC, o assassinato foi resultado de um plano elaborado por cinco pessoas, que teriam dividido funções entre mandantes, responsáveis pela logística e executores.
De acordo com a acusação, dois investigados atuaram como mentores da execução, financiando e organizando o crime. Um terceiro teria participado da logística, sendo responsável pela compra da motocicleta utilizada na ação, pelo fornecimento da arma de fogo e pelo recrutamento dos executores.
Já os outros dois denunciados são apontados como autores da execução. Um deles conduzia a motocicleta, enquanto o outro efetuou os disparos contra a vítima.
Como ocorreu o assassinato
O crime aconteceu na manhã de 14 de junho de 2022, por volta das 11h30, em frente ao ginásio municipal de esportes, no Centro de Major Vieira.
Segundo a denúncia, Lezan foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta. O passageiro desceu e efetuou diversos disparos, atingindo a vítima na cabeça, no pescoço e nas costas. O ex-secretário morreu ainda no local.
Com o julgamento do empresário apontado como mandante, a Justiça encerra mais uma etapa da responsabilização criminal dos acusados pelo homicídio.
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