Polícia investiga falsificação para liberar motoristas de app em cidade de SC
Investigações começaram após denúncia da Navetran de Navegantes. Ao menos oito motoristas já foram identificados
• Atualizado
A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando um esquema de falsificação de documentos públicos utilizado para o credenciamento irregular de motoristas de aplicativo em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Na manhã desta quarta-feira (28), agentes da Delegacia de Polícia de Navegantes cumpriram um mandado de busca e apreensão no município de Camboriú.
As investigações começaram no fim de dezembro do ano passado, após a NAVETRAN constatar irregularidades no encaminhamento de Certidões Negativas de Débito do município. Segundo a polícia, os documentos eram falsificados por meio de edição digital por uma mulher que atuava como uma espécie de despachante.
De acordo com a apuração, as certidões falsas eram utilizadas para viabilizar o credenciamento de motoristas de aplicativo, conforme previsto na Lei nº 12.587/2012, que regulamenta o transporte individual privado de passageiros.
Motoristas usavam documentos adulterados
Em um primeiro levantamento, a Polícia Civil identificou pelo menos oito motoristas que recorreram ao serviço da suspeita e utilizaram documentos públicos falsificados. No entanto, outros casos ainda estão sendo analisados, e o número de envolvidos pode aumentar.
A prática criminosa, segundo a polícia, causou transtornos administrativos e atrasou o cronograma de regularização de motoristas e veículos junto ao município.
Equipamentos serão periciados
Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e aparelhos de telefonia, que agora passarão por análise pericial. O objetivo é aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e reunir provas para a conclusão do inquérito.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam em andamento e que os responsáveis poderão responder por crimes relacionados à falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos.
O caso segue sob investigação.
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