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'NÃO É FÁCIL'

Golpes com colher, sufocamento e outras torturas: padrasto orienta mãe como afogar filho em bacia de água quente

Os dois estão presos desde segunda-feira (31), por tortura e tentativa de homicídio contra o menino

• Atualizado

Redação

Por Redação

Casal é preso por tortura em SP | Fotos: Divulgação/Polícia Civil
Casal é preso por tortura em SP | Fotos: Divulgação/Polícia Civil

O padrasto e a mãe de uma criança de um ano foram presos temporariamente por tortura, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. A Polícia Civil descobriu que os dois trocavam mensagens sobre violência contra o menino. Em uma ocasião, o suspeito orientou a mulher como afogar o próprio filho em uma bacia com água quente, em um intervalo de cinco minutos.

Os dois estão presos desde segunda-feira (31), por tortura e tentativa de homicídio contra o menino, filho da suspeita, no entanto, as investigações sobre o caso já acontecem desde junho.

Nessa época, o menino foi levado ao hospital com ferimentos supostamente causados por queda, ele teve traumatismo craniano. O casal alegou que a criança teria caído da cama. Exames constataram outras lesões pelo corpo do menino, que ficou internado por um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da região.

Padrasto orienta mãe como afogar filho em SP

Além da prisão temporária, a Justiça ainda decretou o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão contra os presos. A polícia localizou medicamentos controlados, colher de madeira, máquina de choque e uma arma falsa, além de algema, celulares e bacia plástica.

De acordo com a polícia, o padrasto da criança é segurança particular. Em uma das trocas de mensagens, ele teria orientado a mulher como afogar o filho em uma bacia de água quente. O levantamento da polícia revelou que os atos deveriam ocorrer em um intervalo de cinco minutos e de maneira contínua.

Golpes com colher, sufocamento, sedativo…

O padrasto e a mãe tem 13 anos de diferença, e conversavam sobre outras formas de torturar o menino. Uma das opções era ministrar sedativos tarja preta para que o garoto dormisse rapidamente ou obrigá-lo a caminhar exaustivamente dentro do imóvel do casal.

Ainda conforme as investigações da polícia, o casal sufocava o menino quando ele chorava, além de trancá-lo nu dentro do banheiro e golpeá-lo com uma colher de madeira na sola dos pés e nas nádegas.

O delegado responsável pelo caso, Fabiano Antunes de Almeida, afirmou que a investigação segue em andamento para apurar e individualizar a conduta do casal. “Não é fácil isso”, disse ele, diante da violência do caso.

O Metrópoles procurou, mas não localizou a defesa dos presos. O espaço segue aberto para manifestação.

Com informações do Metrópoles

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