Hospital de SC é alvo de investigação por propina e desvio de dinheiro público
Hospital de Gaspar foi alvo de operação na manhã desta terça-feira (28)
• Atualizado
A gestão de um hospital de Gaspar, no Vale do Itajaí, é alvo de uma investigação que apura suspeitas de propina, desvio de dinheiro público e ocultação de bens.
A ação faz parte da Operação “Cashback”, deflagrada na manhã desta terça-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades catarinenses de Blumenau, Gaspar, Balneário Camboriú e Palhoça, além de Osasco (SP) e Brasília (DF).
A operação ocorre em apoio à 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Gaspar.
Crimes investigados
As investigações apontam indícios de contratação irregular de uma empresa para prestação de serviços médicos no hospital, entre 2021 e 2024. Também há suspeitas de pagamentos indevidos com recursos do Fundo Municipal de Saúde.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), valores públicos teriam sido movimentados em operações financeiras sucessivas, com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
Além disso, são investigados possíveis casos de favorecimento contratual, direcionamento de processos administrativos e pagamento de propina.
Há ainda indícios de ocultação patrimonial, com aquisição de bens de alto valor em nome de terceiros.
Denúncias levaram a investigação de hospital de Gaspar
As apurações começaram após denúncias relacionadas à administração da unidade hospitalar, que está sob intervenção municipal desde 2014.
O foco da investigação são mudanças na gestão a partir de 2021, período em que foi identificado aumento significativo nos gastos com serviços médicos, sem melhora proporcional no atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os mandados foram expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau, com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
A operação contou com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina, além de equipes do Ministério Público do Distrito Federal e de São Paulo e da Polícia Civil paulista.
De acordo com o GAECO, o nome “Cashback” faz referência ao suposto esquema utilizado para viabilizar pagamentos ilícitos a partir de contratos irregulares.
O procedimento tramita sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
O que diz a Prefeitura de Gaspar:
A Prefeitura de Gaspar informou que não foi comunicada previamente sobre a Operação “Cashback”, deflagrada nesta terça-feira (28) pelo GAECO, do Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo o município, os fatos investigados referem-se ao período entre 2021 e 2024, anterior à atual gestão. A administração afirma que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, até o momento, não recebeu notificação oficial ou detalhes sobre possíveis envolvidos.
A Prefeitura destacou ainda que, desde o início de 2025, vem adotando medidas para reforçar a gestão do hospital, com foco na qualificação técnica, transparência e melhoria no atendimento à população.
O município informou que aguarda contato das autoridades e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
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