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Ataque a Tiros

Homem é condenado após atingir ex-companheira com 11 tiros em SC

Além da prisão, condenado deverá pagar R$ 150 mil de indenização

• Atualizado

Redação

Por Redação

Homem é condenado a mais de 86 anos após atingir ex-companheira com 11 tiros em SC | Foto: Canva | Reprodução
Homem é condenado a mais de 86 anos após atingir ex-companheira com 11 tiros em SC | Foto: Canva | Reprodução

Um homem foi condenado a 86 anos e oito meses de prisão por tentar matar a ex-companheira e a ex-sogra em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime foi motivado porque o réu não aceitava o fim do relacionamento. Além da pena, ele foi condenado a pagar R$ 150 mil de indenização às duas vítimas.

A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri. O condenado cumprirá a pena em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade.

O crime aconteceu em junho de 2025. De acordo com o processo, o homem, que tinha 53 anos na época, foi até a casa da ex-companheira e atirou várias vezes contra ela. A mulher foi atingida por 11 disparos, mas conseguiu fugir para a residência da mãe, que fica nas proximidades.

O agressor seguiu a vítima até o local e voltou a atirar. A ex-sogra foi atingida por três disparos. Apesar da gravidade dos ferimentos, as duas mulheres foram socorridas e sobreviveram.

Os jurados condenaram o réu por duas tentativas de feminicídio. A sentença também considerou que os crimes foram cometidos na presença dos filhos das vítimas, que as mulheres foram atacadas sem chance de defesa e que o homem utilizou uma arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Além das tentativas de feminicídio, ele também foi condenado por portar uma arma com identificação adulterada e pelos disparos efetuados.

O promotor de Justiça Bruno Poerschke Vieira, que atuou no caso, afirmou que a condenação representa uma resposta firme à violência contra as mulheres. “Esse veredito é um recado claro de que o machismo extremo não será tolerado. A condenação a mais de 86 anos de prisão traduz a repulsa da sociedade a quem insiste em tratar a mulher como propriedade, punindo com rigor máximo quem tenta destruir a vida daquelas que dizia amar”.

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