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Foragido investigado em SC por ligação com grupo neonazista é preso na Itália

Brasileiro também foi condenado por um duplo homicídio no Paraná

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foragido investigado em SC por ligação com grupo neonazista é preso na Itália | Foto: Reprodução/Polícia Civil do Paraná
Foragido investigado em SC por ligação com grupo neonazista é preso na Itália | Foto: Reprodução/Polícia Civil do Paraná

Um brasileiro investigado pela Justiça Federal de Santa Catarina por suposta ligação com uma organização criminosa inspirada na ideologia neonazista foi preso neste sábado (27), na cidade de Pavia, no norte da Itália.

O homem era considerado foragido e foi localizado após uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e as autoridades italianas.

Foragido investigado em SC por ligação com grupo neonazista é preso na Itália

Segundo a Polícia Federal, a prisão foi realizada com apoio da Adidância da PF em Roma, após a emissão de uma Difusão Vermelha da Interpol, baseada em um mandado de prisão preventiva expedido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis. O processo de extradição para o Brasil já está em andamento.

De acordo com a investigação, o brasileiro é suspeito de envolvimento em crimes de discriminação racial e de integrar, promover ou financiar uma organização criminosa. Conforme a Polícia Federal, o grupo investigado seria inspirado na ideologia neonazista.

Condenado por duplo homicídio

Segundo informações do UOL, o preso é João Guilherme Corrêa, apontado como um dos líderes da rede neonazista internacional Hammerskin Nation.

Ele foi condenado a mais de 35 anos de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, crime ocorrido em 2009, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.

Conforme a investigação da Polícia Civil do Paraná, o duplo homicídio teria sido motivado por uma disputa interna pela liderança de um grupo neonazista.

Ainda de acordo com o UOL, João Guilherme fugiu do Brasil poucos dias antes da leitura da sentença, em 2025.

Na época, ele cumpria prisão domiciliar e retirou a tornozeleira eletrônica alegando a necessidade de uma cirurgia de emergência.

Prisão ocorreu em propriedade rural

As autoridades italianas localizaram o foragido em uma propriedade rural na região de Pavia. No momento da abordagem, ele teria apresentado um documento de identidade falso.

Após a prisão, o brasileiro foi encaminhado para Milão, onde permanece detido enquanto aguarda os trâmites do processo de extradição para o Brasil.

Investigação teve origem em Santa Catarina

A Polícia Federal informou que o mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal de Florianópolis, no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa inspirada na ideologia neonazista.

Agora, as autoridades dos dois países adotam as medidas necessárias para concluir a extradição do investigado.

*Com informações do Uol e da Polícia Federal.

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