Facção que atuava dentro e fora de presídios é alvo de operação com mais de 200 agentes em SC
Operação cumpriu 26 mandados em seis cidades catarinenses e resultou em três prisões por tráfico de drogas
• Atualizado
Uma facção criminosa investigada por coordenar atividades dentro e fora dos presídios catarinenses é alvo de uma grande operação deflagrada na manhã desta terça-feira (9), em Santa Catarina. Ao todo, 207 agentes de segurança pública e integrantes do Ministério Público participam da ação, que cumpre 26 mandados de busca e apreensão em Chapecó, Xaxim, Planalto Alegre, Maravilha, Saltinho e Lages.
A operação, batizada de Desmos, é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Sodalitas Finis.
A ação tem como objetivo desarticular a atuação da organização criminosa, que, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), estaria envolvida em crimes como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.
A operação é coordenada pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC).
Operação faz parte de mobilização nacional
Além da atuação em Santa Catarina, a Desmos integra a Operação Convergência Nacional, uma mobilização coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos e forças de segurança de diversos estados para combater facções criminosas com atuação interestadual.
Segundo o MPSC, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa que praticava e coordenava atividades ilícitas tanto dentro quanto fora das unidades prisionais do Estado.
Três pessoas foram presas
Durante o cumprimento dos mandados, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia da Polícia Científica. Após a análise dos laudos, as evidências serão avaliadas pelo GAECO para dar continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça.
Até o momento, a investigação segue sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
Mais de 200 agentes participaram da ação
A operação mobilizou policiais e servidores de diferentes instituições de segurança pública.
Pela Polícia Militar participaram equipes da Radiopatrulha, Tático, ROCAM, Cavalaria e Canil. A Polícia Penal atuou com integrantes do Núcleo de Operações Táticas (NOT), Diretoria de Operações com Cães (DOC), Recaptura de Foragidos (RECAP) e setor de Inteligência.
Já a Polícia Civil participou por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Serviço Aeropolicial (SAER), Operação Protetor, Delegacias de Polícia das cidades envolvidas e outras unidades especializadas.
O significado da Operação Desmos
De acordo com o Ministério Público, o nome Desmos tem origem no grego antigo e significa “elo”, “vínculo” ou “conexão”.
A escolha faz referência às ligações identificadas entre os integrantes da facção investigada e simboliza a tentativa das autoridades de romper as conexões que sustentam a atuação criminosa do grupo.
Nova estrutura para combater facções
O procedimento é conduzido pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, unidade que passou a atuar em todo o território catarinense no combate às organizações criminosas.
Segundo o MPSC, a estrutura foi ampliada para dar mais agilidade e eficiência às investigações relacionadas às facções criminosas, contando atualmente com cinco promotores de Justiça especializados na área.
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