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Combate à Violência

800 alertas em sete meses: nova estratégia protege mulheres e flagra agressores em SC

A estrutura reúne, em tempo real, instituições como a Polícia Militar, Polícia Pena, Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

800 alertas em sete meses nova estratégia protege mulheres e flagra agressores em SC | Foto: divulgação/Sejuri
800 alertas em sete meses nova estratégia protege mulheres e flagra agressores em SC | Foto: divulgação/Sejuri

A presença da Polícia Penal de Santa Catarina na Central Integrada de Atendimento a Emergências tem reforçado a proteção a vítimas, conforme dados do Governo do Estado. Além disso, a Central Integrada também aumentou a integração entre as forças de segurança no estado. Implantada em 2025, a atuação conjunta já apresenta resultados expressivos, especialmente no enfrentamento de casos de violência doméstica e sexual, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), neste domingo (3).

A estrutura reúne, em tempo real, instituições como a Polícia Militar de Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a própria Polícia Penal. Segundo a Sejuri, essa integração permite respostas mais rápidas, coordenadas e eficazes em ocorrências sensíveis, sobretudo aquelas que envolvem vítimas com medidas protetivas.

Monitoramento em tempo real evita aproximação de agressores

Dentro desse ambiente estratégico, a Polícia Penal atua diretamente no monitoramento de pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica por decisão judicial. A Sejuri cita que a presença de um policial penal na Central permite identificar, em tempo real, qualquer violação de perímetro, como a aproximação indevida da residência da vítima.

Conforme a Sejuri, 1qando isso ocorre, o monitorado é imediatamente contatado e orientado a deixar o local. Caso não cumpra a determinação, a integração com a Polícia Militar possibilita mandar uma guarnição para atender a ocorrência. Se confirmada a infração, o caso é encaminhado à Polícia Civil de Santa Catarina para os procedimentos legais.

Mais de 800 ocorrências em sete meses

Segundo os dados divulgados neste domingo (3), já foram registrados mais de 800 casos que exigiram contato com monitorados e acionamento da Polícia Militar. A média, de acordo com a Sejuri, é de 3,79 violações diárias.

Atualmente, a Unidade de Monitoramento Eletrônico acompanha mais de 560 pessoas envolvidas em casos de violência doméstica e outras 90 relacionadas à violência sexual. Os números mostram o papel estratégico da Polícia Penal na fiscalização dessas medidas e na proteção das vítimas.

Integração fortalece rede de proteção

A secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, destaca que a iniciativa representa um avanço concreto na segurança pública. Segundo ela, a presença da Polícia Penal na Central qualifica a resposta do Estado e fortalece a rede de proteção às vítimas, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a efetividade das decisões judiciais.

O trabalho também está alinhado ao programa “Catarinas Por Elas”, que reúne diferentes órgãos estaduais no combate à violência contra a mulher. A participação da Polícia Penal reforça o compromisso institucional com políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de crime.

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