Retatrutida supera Ozempic e Mounjaro em novo estudo
Medicamento ainda não aprovado apresentou resultados superiores aos observados com Ozempic e Mounjaro em estudo internacional
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Uma nova geração de medicamentos para o tratamento da obesidade e do diabetes vem chamando a atenção da comunidade médica. Publicado na revista científica The Lancet, um estudo apontou que a retatrutida pode promover uma redução de até 28% do peso corporal em pacientes com diabetes tipo 2.
Os resultados colocam a substância entre as mais promissoras já desenvolvidas para o controle do peso. Em entrevista ao SBT News, a gastroenterologista e hepatologista Patrícia Almeida avaliou que a retatrutida pode apresentar um potencial superior ao de medicamentos já conhecidos, como Ozempic e Mounjaro.
A principal diferença está na forma de atuação no organismo. A semaglutida, presente no Ozempic, age sobre o receptor hormonal GLP-1, responsável por aumentar a saciedade e reduzir a fome. Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua nos receptores GLP-1 e GIP.
A retatrutida amplia esse mecanismo ao agir em três receptores hormonais diferentes: GLP-1, GIP e glucagon. Segundo especialistas, essa combinação pode aumentar não apenas a sensação de saciedade, mas também o gasto energético do organismo.
“Além de aumentar a saciedade, ela reduz a sensação de fome e a necessidade constante de comer ao longo do dia”, explicou Patrícia Almeida.
Os dados divulgados fazem parte dos estudos de fase 3, etapa considerada decisiva no processo de desenvolvimento de novos medicamentos. De acordo com a médica, os participantes apresentaram perdas de peso entre 28% e 30%, números que despertaram grande interesse entre pesquisadores e profissionais da área da saúde.
Além dos benefícios relacionados à obesidade e ao diabetes, a expectativa é que a medicação também possa contribuir para a prevenção de doenças hepáticas associadas ao excesso de peso, ampliando seu impacto na saúde pública.
Apesar dos resultados animadores, a especialista faz um alerta: a retatrutida ainda não recebeu aprovação de órgãos reguladores e não está disponível para comercialização.
Segundo ela, novas análises de segurança e comparações com medicamentos já existentes ainda precisam ser concluídas antes de uma eventual liberação para uso clínico.
Até o momento, não existe uma previsão oficial para que a retatrutida chegue ao mercado. O medicamento segue em fase de avaliação e depende da aprovação das autoridades sanitárias após a conclusão de todas as etapas exigidas para comprovar sua eficácia e segurança.
*Texto com informações do SBT News
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