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Risco viral

Hantavírus: entenda os riscos, sintomas e formas de tratamento

Especialistas alertam para os sinais da hantavirose

• Atualizado

Redação

Por Redação

Hantavírus: entenda os riscos, sintomas e formas de tratamento  | Foto: Canva | Reprodução
Hantavírus: entenda os riscos, sintomas e formas de tratamento | Foto: Canva | Reprodução

Um surto de hantavirose associado ao navio MV Hondius, após viagens pela América do Sul e pelo Atlântico, reacendeu o alerta internacional para uma doença rara, mas potencialmente grave. O caso levou autoridades sanitárias, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a investigar suspeitas e até a possibilidade, considerada incomum, de transmissão entre humanos.

Apesar da preocupação inicial, especialistas afirmam que não há indicação de que o hantavírus tenha potencial para provocar uma pandemia semelhante à de vírus respiratórios. Segundo infectologistas, o risco de contágio entre pessoas é extremamente baixo na maioria dos casos.

As investigações apontam que o principal risco de infecção não estaria no convívio entre passageiros, mas em atividades realizadas fora da embarcação, como trilhas, visitas a áreas naturais e locais fechados que podem ter presença de roedores.

Diferente de vírus respiratórios, o hantavírus não se espalha facilmente de pessoa para pessoa. A transmissão ocorre principalmente pelo contato indireto com secreções de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados, pouco ventilados ou com infestação.

O que é a hantavirose

De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é causada por vírus presentes em roedores silvestres. A infecção acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas em urina, fezes ou saliva desses animais.

Ambientes como galpões, depósitos, casas fechadas por muito tempo e locais com acúmulo de sujeira aumentam o risco de contaminação, principalmente em áreas rurais.

Casos no Brasil seguem raros

Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que a doença continua sendo rara, mas presente no país:

  • 27 casos em 2021
  • 57 casos em 2022
  • 66 casos em 2023
  • 44 casos em 2024
  • 35 casos em 2025
  • 8 casos confirmados até o momento

A maior parte das notificações ocorre na região Sul, historicamente a mais afetada.

Sintomas e tratamento

Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, cansaço intenso e, em casos mais graves, falta de ar.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico. O atendimento é feito com suporte hospitalar, focado no controle da respiração e da pressão arterial.

A orientação é procurar atendimento médico rapidamente ao apresentar sintomas após exposição a áreas de risco.

Para especialistas, apesar da atenção necessária, não há cenário que indique risco de pandemia.

“É importante entender que o hantavírus possui características muito diferentes e, até o momento, não apresenta potencial pandêmico semelhante”, afirmou a infectologista Paula Pinhão, diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

Ela explica que a transmissão entre humanos é extremamente rara. “A maioria das variantes não apresenta transmissão sustentada entre pessoas”, disse. Segundo ela, há registros isolados, como o hantavírus dos Andes, na América do Sul, mas em situações muito específicas e sob monitoramento.

*Com informações de Metrópoles

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