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PRIMEIRA MORTE NO ESTADO

Febre do Nilo Ocidental: entenda a doença que causou uma morte em SC

Atualmente no Brasil não há vacinas recomendadas contra Febre do Nilo Ocidental, afirma o Ministério da Saúde

• Atualizado

Beatriz Agnes

Por Beatriz Agnes

Febre do Nilo Ocidental | Imagem Ilustrativa | Foto: Canva
Febre do Nilo Ocidental | Imagem Ilustrativa | Foto: Canva

Santa Catarina confirmou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental registrada no Estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde nesta segunda-feira (24). A vítima foi uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no Litoral Sul, que morreu no dia 8 de agosto.

O que é Febre do Nilo Ocidental?

Segundo o Ministério da Saúde, a Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitidos por artrópodes – vetores), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre Amarela.

Os fatores de risco estão relacionados à presença do ser humano em áreas rurais e silvestres que contenham o mosquito infectado e que, por ventura, venha a picar estes seres humanos.

Quais são os sintomas?

A forma leve da doença caracteriza-se pelos seguintes sinais:

  • febre aguda de início repentino, frequentemente acompanhada de mal-estar;
  • anorexia;
  • náusea;
  • vômito;
  • dor nos olhos;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • exantema máculo-papular;
  • linfoadenopatia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda). A encefalite é o quadro mais comum entre as manifestações neurológicas.  

Atualmente no Brasil não há vacinas recomendadas contra Febre do Nilo Ocidental. Como proteção individual, recomendam-se usar repelentes e evitar exposição a mosquitos transmissores, principalmente ao amanhecer e ao entardecer. O uso de tela em janelas e portas pode ser indicado. Também evitar água parada e locais sem saneamento básico.

Segundo caso da doença foi confirmado em SC

Além da morte da mulher de 77 anos, um segundo caso da doença foi confirmado no estado. Segundo as informações divulgadas pela Secretaria da Saúde, o paciente tem 56 anos e já se recuperou. A Secretaria de Saúde considera o caso da mulher de Imbituba como uma ocorrência isolada.

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