Febre amarela ou dengue? Saiba como diferenciar os sintomas
Especialistas alertam para importância do diagnóstico correto e da vacinação
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A febre amarela voltou a acender um alerta no Brasil em 2026 após a confirmação de casos e mortes pela doença. Transmitida por mosquitos e com risco elevado de complicações, ela pode ser confundida com a dengue nos primeiros dias, já que os sintomas iniciais são semelhantes.
Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar e náuseas estão entre os primeiros sinais das duas doenças. Por isso, a distinção correta é considerada essencial para garantir diagnóstico e tratamento adequados. Para orientar profissionais de saúde, a Secretaria de Saúde promoveu um seminário com foco nas diferenças entre os quadros clínicos.
Apesar das semelhanças no início, a evolução é diferente. A dengue costuma causar dor intensa atrás dos olhos, manchas na pele e dores generalizadas. Já a febre amarela pode provocar icterícia, deixando pele e olhos amarelados, além de comprometer órgãos como fígado e rins.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou oito casos de febre amarela neste ano, com quatro mortes. Em São Paulo, foram confirmados seis casos e três óbitos. Pelo nível de letalidade, as autoridades já tratam a situação como um surto.
A infectologista Rosana Richtmann alerta para a gravidade da doença. Segundo ela, o risco de morte pode variar entre 30% e 60% nos casos mais severos.
Não existe tratamento específico para a febre amarela. Os médicos atuam apenas no controle dos sintomas enquanto o organismo combate o vírus, o que aumenta o risco de complicações. Por isso, a prevenção é considerada a principal estratégia.
A vacinação é a forma mais eficaz de proteção e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. A recomendação não se limita mais a moradores de áreas rurais ou viajantes, mas se estende a toda a população.
Apesar disso, a procura pela vacina ainda é baixa. Pessoas que receberam apenas a dose fracionada durante a campanha de 2018 devem procurar um posto de saúde, levar o comprovante e verificar a necessidade de atualização.
Em caso de sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato, especialmente em regiões com registros da doença ou de epizootias, mortes de macacos infectados, que indicam a circulação do vírus. Segundo a infectologista, diante da suspeita, é fundamental procurar um médico para avaliação clínica e exames laboratoriais que confirmem o diagnóstico.
*Com informações de SBT News.
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