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Alerta

Entenda a decisão de suspensão cautelar da vacina da dengue

Suspensão é temporária e faz parte do monitoramento de segurança

• Atualizado

Redação

Por Redação

Entenda a decisão de suspensão cautelar da vacina da dengue | Foto: Canva | Reprodução
Entenda a decisão de suspensão cautelar da vacina da dengue | Foto: Canva | Reprodução

A suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou dúvidas nesta segunda-feira (8). A decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde após a identificação de três casos graves que precisaram de internação, com duas mortes registradas.

Mais de 500 mil doses já foram aplicadas no país neste ano, principalmente em profissionais da atenção primária à saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias terão acompanhamento especial para monitorar possíveis reações.

Especialistas afirmam que quem já foi vacinado não deve entrar em pânico. Eles reforçam que todos os casos seguem em análise e não há comprovação de relação com o imunizante.

Os efeitos mais comuns após a vacinação são dor no local da aplicação, vermelhidão, sensação de calor na região, dores no corpo, dor de cabeça e cansaço. Esses sintomas, em geral, são leves e desaparecem em até 48 horas.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas procurem atendimento médico caso apresentem sinais de alerta como febre alta, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

Segundo especialistas, reações mais graves após vacinação costumam surgir entre 5 e 15 dias depois da aplicação. Quem já passou desse período, em geral, tem menor risco de apresentar problemas relacionados à vacina.

Casos graves sob investigação

Os três casos graves ocorreram entre profissionais da atenção primária à saúde que participaram da estratégia nacional de vacinação. Entre eles está uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores no corpo e náuseas seis dias após a vacinação. Ela foi internada em UTI, se recuperou e recebeu alta.

Outro caso é o de uma mulher de 48 anos que morreu após desenvolver um quadro grave com sintomas neurológicos cerca de 19 dias após receber a vacina. O terceiro caso envolve um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a vacinação. O quadro evoluiu rapidamente para uma forma grave semelhante à dengue, com choque, e ele morreu.

Agora, equipes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan investigam o que pode ter acontecido. Entre os pontos analisados estão o histórico de saúde dos pacientes, uso de medicamentos, doenças pré-existentes e outras condições que possam ter influenciado os casos.

Os investigadores também querem identificar se os pacientes foram infectados pelo vírus da dengue de forma natural ou se há qualquer relação com a vacina. Além disso, também são analisadas outras 42 reações graves registradas após a vacinação.

Por que os casos aparecem agora?

Especialistas explicam que vacinas passam por testes antes de serem liberadas, mas alguns efeitos muito raros só aparecem quando muitas pessoas começam a ser vacinadas. Isso acontece porque os estudos iniciais, mesmo com milhares de voluntários, nem sempre conseguem identificar reações extremamente incomuns.

Por isso, existe um acompanhamento contínuo depois da liberação de vacinas para identificar possíveis problemas que não foram vistos antes.

Investigação e segurança

Autoridades e especialistas afirmam que a suspensão não significa que a vacina seja considerada insegura ou ineficaz. A medida é vista como parte do processo de cuidado e investigação para entender melhor o que aconteceu.

O Ministério da Saúde também informou que as mortes por dengue diminuíram neste ano: foram 178 registros em 2026, contra 1.791 em 2025 e 6.320 em 2024.

Enquanto as investigações continuam, as doses já distribuídas permanecerão armazenadas. A expectativa é que os resultados indiquem se a vacinação poderá ser retomada, se haverá restrições para alguns grupos ou se será necessário mudar a forma de aplicação do imunizante.

*Com informações de SBT News.

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