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INQUÉRITO

Bolsonaro presta depoimento sobre arma antes de decisão sobre domiciliar

Autorização foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. A oitiva está marcada para as 15h e será realizada presencialmente na residência onde ele cumpre a prisão domiciliar.

A autorização foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (19), após pedido da PCDF. O depoimento ocorre a dois dias do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes.

Ao determinar a oitiva presencial, o ministro argumentou que Bolsonaro está submetido a uma restrição judicial que impede o uso de comunicações eletrônicas.

Arma apreendida; relembre o caso

A investigação teve início após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal, na noite de 15 de junho.

A arma estava no assoalho de um veículo conduzido por um sargento do Exército cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Inicialmente, o militar afirmou que o armamento era de sua propriedade, mas depois declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente. A informação foi confirmada por consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército Brasileiro.

Em manifestação ao STF, a defesa de Bolsonaro relatou que a arma estava regularmente registrada e havia sido inutilizada por precaução. Segundo os advogados, uma peça foi retirada, impedindo o funcionamento do sistema de disparo.

A defesa também informou que Bolsonaro teria percebido a falha ao manusear a pistola em casa e entregou o equipamento ao sargento, que possui experiência com armamentos, para verificar o problema.

Próximos passos da prisão domiciliar

Paralelamente, o STF avalia os próximos passos da prisão domiciliar humanitária. O prazo de 90 dias termina na próxima quinta-feira (25), e até o momento a defesa não apresentou pedido de prorrogação.

Um relatório médico divulgado na última sexta-feira (19) indica que o ex-presidente apresenta quadro de saúde estável, com recuperação considerada satisfatória da broncopneumonia diagnosticada em março e da cirurgia realizada no ombro em maio.

O documento também cita efeitos colaterais de medicamentos usados para controlar crises de soluço, como sonolência e desequilíbrio, mas informa que os sintomas foram estabilizados.

*Com informações do SBT News.

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