Reajuste do Bolsa Família: saiba quando o novo valor será pago
Benefício mínimo vai de R$ 600 para R$ 691, enquanto pagamento médio sobe para R$ 777 a partir de outubro
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O novo valor do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro, após o governo federal reajustar em 15,04% os benefícios do programa. Com a mudança, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio sobe de R$ 675 para R$ 777.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto nesta quinta-feira (17). A medida terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, mas os depósitos com os novos valores começam no dia 19, segundo o SBT News.
Quando começa o novo pagamento do Bolsa Família?
Os beneficiários começam a receber os valores reajustados em 19 de outubro. A data ocorre depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro, caso haja necessidade de uma nova votação.
O decreto determina que o reajuste siga a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
De acordo com o SBT News, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que a correção busca recompor o poder de compra das famílias beneficiárias.
Quanto vai aumentar o Bolsa Família?
Com o reajuste de 15,04%, o valor mínimo do programa passa de R$ 600 para R$ 691.
Além disso, o pagamento médio sobe de R$ 675 para R$ 777. O valor recebido por cada família, porém, varia conforme a composição familiar e os benefícios adicionais.
Confira os principais valores:
- Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante;
- Benefício Complementar: garante que a família alcance o mínimo de R$ 691, quando necessário;
- Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança de até sete anos incompletos;
- Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras do programa.
Os valores constam no decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
De onde vem o dinheiro para o reajuste?
O governo federal prevê um impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas até o fim de 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
Para financiar o aumento, o governo pretende remanejar recursos que estavam previstos para despesas previdenciárias. Segundo Bruno Moretti, a revisão das projeções de gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu espaço para essa realocação sem ampliar o limite total de despesas.
Ainda de acordo com o ministro, a medida não implica, por si só, bloqueio de outras despesas públicas.
Reajuste foi anunciado antes das eleições
O governo anunciou o reajuste nesta quinta-feira (17), 17 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O SBT News informou que o governo afirma que a correção segue a inflação acumulada pelo INPC e tem como objetivo recompor o poder de compra das famílias. A proximidade com o calendário eleitoral também gerou repercussão política, com questionamentos sobre a medida.
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