400 gatos em Concórdia: prefeitura assume custos e prepara animais para adoção
A situação dos gatos já se arrasta há quase 10 anos
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A situação dos mais de 400 gatos vivendo em um apartamento de Concórdia teve um novo desdobramento nesta segunda-feira (8). Durante uma coletiva de imprensa, a Administração Municipal informou que vai retirar os animais da residência e encaminhá-los para avaliação veterinária em cinco clínicas credenciadas.
Segundo o órgão, os gatos ficarão em quarentena para depois serem castrados. Ao fim do tratamento clínico e da castração, os animais seguirão para um lar provisório, mantido pela Administração Municipal, para então serem disponibilizados para adoção.
Prefeitura toma providências sobre os gatos
De acordo com a Administração Municipal, mesmo a responsabilidade sendo da tutora, o município tomará as providências pela remoção e atendimento dos animais, além dos gastos de todo o processo, até que os gatos sejam adotados.
“O município já atua fortemente na Proteção Animal e neste caso não será diferente. Mas é importante destacar que vamos buscar o ressarcimento das despesas na esfera judicial. Temos que tomar providências para não ocorrerem outras ações irresponsáveis que causem sofrimento animal e problemas de saúde pública”, disse o prefeito, Fábio Ferri.
Remoção, tratamento, quarentena, castração e adoção
A triagem e a avaliação dos animais serão realizadas por cinco clínicas veterinárias, são elas: Canikat’s, Pet Life, AnjoPet, Le Petit e Dogs & Cia. A remoção dos gatos será feita de acordo com a capacidade de atendimento dos estabelecimentos.
Após a quarentena, os animais irão passar por castração no Instituto Federal Catarinense (IFC). De acordo com as informações, a clínica Anjo Pet irá administrar o abrigo provisório, enquanto os gatos aguardam a adoção responsável.
Segundo a Diretoria de Proteção Animal, por questões de mortalidade ou fuga, a quantidade de gatos no apartamento já diminuiu.
Caso dos mais de 400 gatos em apartamento de Concórdia
A situação dos gatos já se arrasta há quase 10 anos. No início, a proprietária da casa tinha apenas um casal de animais, mas ao longo dos anos o local superlotou e se tornou um risco para a saúde pública, além de considerado como maus-tratos.
Em outubro de 2025, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e da Diretoria de Proteção Animal, que acionou o Ministério Público, foi que o município descobriu o caso.
Anteriormente, o órgão havia determinado, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que a tutora tomasse as providências necessárias para atendimento e castração dos animais, o que não aconteceu. Foi instaurado inquérito para investigação de maus-tratos.
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