Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.490
Equipes de resgate seguem procurando desaparecidos mais de duas semanas após a tragédia
• Atualizado
O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490, segundo um novo balanço divulgado neste domingo (12). Mais de duas semanas após a tragédia, as equipes de resgate continuam procurando por desaparecidos nas áreas mais afetadas, enquanto milhares de famílias ainda aguardam notícias de parentes.
De acordo com informações do SBT News, o novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez. Além das vítimas fatais, mais de 16 mil pessoas ficaram feridas desde os tremores.
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O estado de La Guaira, o mais atingido pelos terremotos, segue concentrando as operações de busca. Voluntários, familiares e equipes de resgate trabalham diariamente entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes ou identificar vítimas ainda soterradas.
As buscas ocorrem de forma ininterrupta, apesar das dificuldades enfrentadas pelas equipes. As altas temperaturas, o risco de desabamentos e as condições sanitárias cada vez mais precárias tornam o trabalho ainda mais complexo. O odor provocado por corpos que permanecem sob os escombros também dificulta as operações.
Opas alerta para risco de surtos
Além dos impactos causados pelos terremotos, cresce a preocupação com a situação humanitária nas regiões afetadas.
Na última quinta-feira (9), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para o risco de agravamento das condições de saúde da população devido à falta de água potável, aos problemas de saneamento básico, à interrupção de serviços médicos e à possibilidade de surtos de doenças.
Segundo a entidade, o trabalho em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela inclui o monitoramento de doenças respiratórias e gastrointestinais, além do reforço da vigilância epidemiológica em hospitais de campanha e abrigos temporários.
Mais de duas semanas após os terremotos, as autoridades seguem atualizando o número de vítimas, enquanto milhares de pessoas permanecem desabrigadas e dependem da assistência humanitária nas áreas devastadas.
*Com informações do SBT News.
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