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LUTO

Morre bebê que recebeu antídoto para picada de cobra por engano em SC

O bebê tinha 10 meses de idade

• Atualizado

Redação

Por Redação

Morre bebê que recebeu antídoto para picada de cobra por engano em SC | Foto: Canva
Morre bebê que recebeu antídoto para picada de cobra por engano em SC | Foto: Canva

Morreu na última terça-feira (2), em Joinville, José Alfredo de Campos, um dos bebês que receberam por engano doses de soro antibotrópico, antídoto utilizado em casos de picadas de jararaca, no lugar da vacina contra a hepatite B no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, em 2025.

De acordo com informações apuradas pelo SCC Meio-Dia, a morte do bebê, que tinha 10 meses de idade, está associada a uma infecção viral que evoluiu de forma grave nos últimos dias.

A Administração Pública de Major Vieira informou que o bebê deu entrada na Emergência do Hospital São Lucas na noite do dia 1º de junho de 2026, conforme relato da mãe, apresentando sintomas iniciados na manhã do dia anterior. Além disso, explicou que o atendimento foi realizado de forma prioritária, seguindo os protocolos assistenciais vigentes para pacientes pediátricos com sinais e sintomas respiratórios. Também manifestou profundo pesar pela morte da criança e se solidarizou com os familiares.

Ainda em nota, Administração Pública de Major Vieira informou que durante sua permanência na unidade, o paciente permaneceu em observação e sob os cuidados da equipe multiprofissional de saúde, com monitoramento contínuo dos sinais vitais e avaliação clínica periódica.

“Como parte da investigação diagnóstica, foi realizado exame de imagem (radiografia de tórax), cujo laudo descreveu pequena alteração em lobo inferior esquerdo, não caracterizando diagnóstico. Diante da evolução do quadro clínico e da necessidade de suporte especializado em unidade de referência pediátrica, a equipe médica acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para realização da transferência ao Hospital Infantil de Joinville, referência regional para atendimento de maior complexidade”.

“Quanto ao acompanhamento da criança durante o transporte, esclarecemos que os protocolos operacionais do SAMU são de responsabilidade da própria instituição, cabendo à equipe reguladora e assistencial definir os critérios de composição da equipe durante o deslocamento. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Saúde providenciou o transporte da mãe até Joinville, bem como prestou todo o suporte necessário para seu acompanhamento durante o atendimento na cidade de destino”.

“Por fim, ressaltamos que a Secretaria Municipal de Saúde aguarda o resultado oficial da autópsia e dos exames complementares realizados pelos órgãos competentes. Somente após a conclusão destas análises será possível o esclarecimento definitivo acerca da causa do óbito e demais circunstâncias relacionadas ao caso”.

A Secretaria Municipal de Saúde permanece à disposição das autoridades competentes e da família para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Em nota, o hospital comunicou: “informamos que, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e em respeito ao sigilo médico, o Hospital Infantil não está autorizado a fornecer informações sensíveis de pacientes a terceiros. Esses dados são compartilhados exclusivamente com os responsáveis legais”.

Relembre o caso: ‘Falta de atenção da técnica’ leva 11 recém-nascidos a receberem antídoto para picada de cobra em hospital de SC

Onze recém-nascidos receberam por engano doses de soro antibotrópico, antídoto utilizado em casos de picadas de jararaca, no lugar da vacina contra a hepatite B no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. O incidente ocorreu entre os dias 9 e 11 de julho de 2025, abrangendo todos os turnos da maternidade.

Segundo a direção do hospital, os bebês receberam 6 ml do antídoto, uma fração da dose usual (30 ml) que seria aplicada em um caso real de envenenamento. Naquele ano, a instituição havia reforçado que, até o momento, não houve reações adversas graves e que todas as crianças seguiram sendo monitoradas.

Quatro bebês foram internados inicialmente como medida preventiva. As famílias foram convocadas para reuniões, receberam orientações detalhadas dos pediatras e foram informadas sobre os procedimentos adotados. No dia seguinte, os pais dos outros sete recém-nascidos também foram chamados para esclarecimentos e exames clínicos. Todos os bebês foram considerados estáveis, com apenas reações leves ou nenhuma manifestação.

A direção do hospital destacou que o erro teria ocorrido porque os frascos de soro antibotrópico estavam armazenados na mesma geladeira que as vacinas de rotina, em prateleiras separadas, conforme autorizado pela vigilância sanitária. Uma falha de atenção teria levado à troca.

O hospital também confirmou a abertura de um inquérito interno para apurar o ocorrido e afirmou que todas as famílias estavam sendo acompanhadas. Diariamente, a equipe médica mantém contato com os responsáveis, fornecendo informações e orientações. Foi entregue a cada família um termo do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), que descreve as possíveis reações e descarta a possibilidade de efeitos graves.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas informou que foi comunicada do incidente apenas na segunda-feira (14), pela Regional de Saúde de Mafra. Reforçou que a responsabilidade pela aplicação é da equipe do hospital, já que o erro ocorreu dentro da maternidade.

A direção do hospital reforçou que o episódio foi sendo tratado com máxima transparência e cuidado. “É essencial corrigir informações imprecisas que foram divulgadas e geraram preocupação desnecessária. O quadro clínico dos recém-nascidos é estável, e seguimos com todo o suporte necessário às famílias”, afirmou a administração da unidade.

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