Justiça decreta prisão preventiva de homem filmado agredindo criança em Palhoça
Vídeos gravados por testemunhas mostram o suspeito batendo na cabeça da criança com um celular
• Atualizado
A Justiça determinou que o homem filmado agredindo uma criança de um ano dentro de um carro, em Palhoça, na Grande Florianópolis, continue preso. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º), durante audiência de custódia, após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
O suspeito, que é padrasto da criança, foi preso pela Polícia Militar na manhã de terça-feira (30), depois que testemunhas denunciaram as agressões. Vídeos gravados por moradores mostram o homem batendo várias vezes na cabeça do menino com um celular e, em seguida, levantando a criança pelos cabelos.
Após a prisão, ele foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos. Segundo o MPSC, as circunstâncias apuradas até o momento também podem caracterizar o crime de tortura. Essa possibilidade será analisada durante a investigação, que corre em segredo de justiça.
O processo será encaminhado à 10ª Promotoria de Justiça de Palhoça, responsável pelos casos de crimes contra crianças, que dará continuidade às medidas cabíveis. Uma cópia do processo também será enviada à 9ª Promotoria de Justiça de Palhoça, que atua na área da infância e juventude, para avaliar a situação da criança.
Relembre o caso
O homem foi preso em flagrante no bairro Jardim Eldorado, em Palhoça, após testemunhas acionarem a Central de Emergência da Polícia Militar para denunciar as agressões.
Quando os policiais do 16º Batalhão chegaram ao local, encontraram o carro cercado por moradores revoltados. Durante a ocorrência, receberam vídeos gravados por testemunhas que registraram as agressões.
De acordo com a Polícia Militar, as imagens mostram o padrasto batendo na cabeça da criança com um telefone celular e, em outro momento, puxando o menino pelos cabelos.
Testemunhas relataram que a vítima ficou em estado de choque após as agressões. Os policiais também encontraram marcas visíveis no rosto da criança, compatíveis com os ferimentos registrados nos vídeos.
A mãe da criança estava no local. Em um primeiro momento, ela disse que os ferimentos teriam sido causados por uma queda dentro de casa. Depois, afirmou aos policiais que o menino não apresentava aquelas lesões antes de sair de casa.
Inicialmente, o caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica. Após a autuação em flagrante, o suspeito também passou a responder pelo crime de maus-tratos.
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