Figueirense detalha proposta de fundo britânico para compra da SAF
Diretoria detalha proposta de fundo britânico por até 90% da SAF; due diligence dura 60 dias e exclusividade
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O Figueirense confirmou nesta quinta-feira (29) que mantém negociações avançadas para a entrada de um parceiro que pode adquirir até 90% das ações da SAF do clube. Em entrevista coletiva, o presidente da Associação, José Tadeu Cruz, e o CEO da SAF, Rafael Franzoni, detalharam o andamento das conversas e admitiram a insatisfação com os resultados recentes em campo, especialmente após a equipe não avançar para as quartas de final do Campeonato Catarinense.
Segundo os dirigentes, a negociação envolve um fundo de investimentos estrangeiro, com braço no Brasil, que apresentou proposta vinculada a um processo de “due diligence” uma apuração aprofundada das contas, contratos e passivos do clube. O procedimento terá duração de 60 dias e garante exclusividade ao grupo até 15 de março, período em que o Figueira não poderá negociar com terceiros, embora possa receber outras propostas formalmente e mantê-las registradas.
Na coletiva, José Tadeu reconheceu que o clube “deve” respostas esportivas à torcida e afirmou que o objetivo é construir um Figueirense mais sólido em três pilares: gestão administrativa, equilíbrio financeiro e desempenho esportivo. Ele também destacou que a diretoria decidiu vir a público para dar transparência ao tema, diante de especulações sobre possíveis investidores e parcerias.
Franzoni explicou que o contato com o grupo começou em setembro do ano passado, em São Paulo, quando o clube buscava soluções financeiras de curto prazo. No entanto, a conversa evoluiu após o investidor demonstrar interesse pelo potencial do Alvinegro, principalmente pelo engajamento da torcida, números de sócios e médias de público, mesmo em cenário difícil na Série C.
O Diretor Executivo reforçou que o foco do projeto é “resolver o passado e melhorar o futuro”, sem promessas irreais. Ideias como a construção de uma nova arena, como as maquetes que ficaram famosas em outros momentos do clube, estão descartadas. A proposta, segundo ele, envolve exclusivamente o futebol, com a intenção de dar condições para o Figueirense buscar competitividade e, como meta central, sair da Série C, o que reduziria a necessidade de aportes maiores no médio prazo.
Outro ponto apresentado é que a negociação foi estruturada para manter o Estádio Orlando Scarpelli fora do pacote. Franzoni afirmou que esse foi um dos temas mais sensíveis da tratativa e que o objetivo é retornar o estádio à Associação, enquanto o acordo em análise envolveria a SAF e ativos específicos relacionados ao projeto, dentro da lógica de reorganização financeira do clube.
De acordo com a diretoria, a proposta inclui cláusulas de penalidade: se o fundo desistir após avançar no processo, há previsão de multa, mas o valor não foi divulgado. Os dirigentes também afirmaram que qualquer desfecho depende de etapas internas e de governança, incluindo a análise e eventual aprovação do Conselho Deliberativo, que será atualizado sobre os próximos passos conforme o processo evoluir dentro dos limites de confidencialidade.
Por fim, os representantes do Figueirense disseram que trabalham com alternativas para cumprir compromissos do clube, mas evitaram detalhar “plano B” por estratégia jurídica e negocial. Ainda assim, reforçaram que não consideram a hipótese de descumprir obrigações relacionadas à reestruturação e que a diretoria busca soluções para afastar qualquer risco de agravamento do cenário.
Você pode conferir a coletiva completa aqui:
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