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“Caminhabilidade”: já ouviu falar sobre essa premissa do Passeio Pedra Branca?

“Se as ruas de uma cidade parecerem interessantes, a cidade parecerá interessante".

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Gabriel
Schlickmann/MAFALDA PRESS /Pedra Branca / Divulgação
Foto: Gabriel Schlickmann/MAFALDA PRESS /Pedra Branca / Divulgação

Uma cidade ideal é aquela que atrai as pessoas para as ruas, certo? Esse conceito, elementar à primeira vista, representa um dos principais desafios ao planejamento urbano. Na Cidade Pedra Branca, esse desafio virou premissa, e ganhou o nome de “caminhabilidade”.

“Se as ruas de uma cidade parecerem interessantes, a cidade parecerá interessante. Se as ruas parecerem monótonas, a cidade parecerá monótona”, já dizia a urbanista e ativista social Jane Jacobs, autora do livro “Morte e vida das grandes cidades”, escrito por ela em 1961, uma das publicações de referência para a Cidade Pedra Branca.

Essa antiga receita para o planejamento das cidades e as estratégias apontadas pela consultoria do dinamarquês Gehl Architects, um dos mais renomados escritórios de urbanismo do mundo, apontaram o caminho.

“Decidimos rever todo o projeto e refazer a rua principal da nova centralidade de bairro. Foi a maior ‘maluquice’. Ela estava asfaltada, com palmeiras imperiais dos dois lados da via e calçadas concretadas de três metros de largura”, recorda Marcelo Gomes, presidente da Cidade Pedra Branca. Com 250 metros de extensão, a rua liga a universidade à praça central idealizada, e precisava ser recriada para tornar-se convidativa.

Assim nasceu o Passeio Pedra Branca – o “shopping a céu aberto da região”, reunindo lojas, bares e restaurantes em um espaço público atraente, confortável e seguro. Inaugurado em 2013, foi a primeira grande entrega da Cidade Pedra Branca, com calçadas de oito metros de largura, cabeamento subterrâneo, farto mobiliário urbano e abundante e diversificada vegetação, projetado pelo escritório JA8 Arquitetura e Paisagem.

Pedra Branca
Foto: Pedra Branca / Divulgação

O conceito de rua compartilhada

Quando uma rua vira o centro das atenções e os pedestres são prioridade, o conceito do projeto precisava conversar com a execução. Por isso, a primeira rua compartilhada do país tem uma característica que precisa ser destacada: as calçadas não têm meio-fio, ficam no mesmo nível da via, facilitando a mobilidade urbana e, principalmente, exigindo a redução da velocidade dos carros, que não pode ultrapassar os 10 km/h. A prioridade, afinal, é dos pedestres. A rua, assim, deixa de ser um local de passagem e passa a ser um destino para o convívio e, também, para caminhadas e passeios de bicicleta.

Outro diferencial é o espelho d’água criado como ponto central da praça. O espelho é circundado por ambientes de estar e de contemplação, vegetação variada, com prioridade para espécies nativas da Mata Atlântica, e cadeiras soltas, para maior comodidade dos usuários.


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