VÍDEO: Empresária se pronuncia após confusão com turista argentino em BC
Defesa alega legítima defesa, contesta valor cobrado e critica notificação do município com prazo inferior ao previsto em lei
• Atualizado
Uma comerciante proprietária de um ponto de venda de milho e churros relatou ter sido vítima de agressões verbais e ameaças por parte de um turista argentino, em um episódio ocorrido nos últimos dias no quiosque 69. Segundo a empresária, o cliente teria comprado dois milhos no valor total de R$ 30 e, após deixar o local, retornou horas depois exaltado, acusando o estabelecimento de uma cobrança indevida no valor de R$ 150.
De acordo com o relato, o homem voltou ao quiosque em estado agressivo, afirmando possuir um suposto comprovante bancário com valor incompatível com a compra realizada. A comerciante afirma que tentou explicar a situação, mas não foi ouvida. Durante a confusão, o turista teria ofendido verbalmente sua filha e arremessado cadeiras, gerando um clima de tensão e medo. O marido da proprietária interveio para conter a situação, evitando que as agressões evoluíssem.
A empresária também criticou a postura da associação local e da Prefeitura, alegando falta de apoio e de apuração dos fatos. Segundo ela, o ponto foi notificado e recebeu prazo de apenas 48 horas para se manifestar, sob risco de interdição, sem que sua versão tivesse sido devidamente ouvida. “Meu maior medo é perder o comércio que sustenta minha família”, declarou.
Em nota, o advogado de defesa afirmou que os empresários do quiosque estão sendo injustiçados e que o caso evidencia a necessidade do respeito ao contraditório e à ampla defesa. A defesa sustenta que o turista estaria embriagado, em descontrole, e que teria passado por outros quiosques tentando reaver valores que não soube comprovar. Ainda segundo o advogado, no quiosque 69 a compra foi de apenas R$ 30, não havendo qualquer cobrança de R$ 150.
A nota também informa que a comerciante registrou boletim de ocorrência e que medidas judiciais serão adotadas. A defesa questiona ainda a notificação emitida pelo município, alegando que o prazo concedido contraria o Código de Posturas Municipal, que prevê até 10 dias para apresentação de defesa. O caso segue sendo acompanhado juridicamente.
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— SCC10 (@scc10oficial) January 2, 2026
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