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Varíola dos macacos

Santa Catarina define transmissão comunitária de varíola dos macacos

O primeiro caso notificado no estado foi em 27 de maio

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• Atualizado

Foto: Thiago Pires/SCC SBT
Foto: Thiago Pires/SCC SBT

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (28), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) estabeleceu a transmissão comunitária da Varíola dos Macacos em Santa Catarina. Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, isso significa que não é mais possível rastrear a origem da transmissão do vírus.

Macário ainda explica que o estado está “aumentando o nível de alerta e também a sensibilidade do sistema”. A partir de agora, a definição da doença passa a ser mais simples: “qualquer pessoa que apresente sintomas característicos da doença, principalmente pelas lesões de pele, deve procurar o posto de saúde para o diagnóstico”, pontua.

“A varíola dos macacos, apesar de não ser letal, apresenta potencial de gravidade principalmente se for transmitida para grupos mais específicos, como crianças, gestantes e imunossuprimidos. Mas no geral ela é uma doença controlável com medidas de isolamento e higiene”, explica o superintendente de Vigilância em Saúde.

Durante a coletiva, também foi abordada a realização de exames no estado.

“Santa Catarina tem um laboratório central de saúde pública que está totalmente preparado para a realização dos exames. Mas a matéria prima para a realização dos exames da varíola dos macacos ainda não está disponível no Brasil. Eles estão em aprovação pela Anvisa e nós já iniciamos a busca desses insumos para que o estado tenha, em curto espaço de tempo, possibilidade de realizar o diagnóstico. Até lá, o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, continua fazendo os diagnósticos” explica Macário.

O primeiro caso notificado no estado foi em 27 de maio e ao todo já foram registrados 32 casos (5 mulheres e 27 homens) em SC. A maioria dos confirmados está na faixa etária entre 20 e 39 anos.

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