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Slow living: nutrólogo fala como ritmo menos acelerado pode trazer benefícios para vida

Movimento enaltece a importância de sair do automático para uma relação mais consciente com o tempo

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Slow living: nutrólogo fala como ritmo menos acelerado pode trazer benefícios para vida
Foto: Paulinho Sefton, Divulgação

O cotidiano em ritmo acelerado é uma realidade para boa parcela da sociedade, e esse é justamente o ponto de partida do slow living. O movimento convida a olhar de forma atenciosa para o tempo, dentro e fora de casa. Mas engana-se quem pensa que viver de forma slow é sinônimo de lentidão e desinteresse. Ser adepto ao slow living significa viver num ritmo saudável, com uma nova percepção de tempo, e não no modo automático.

Ao enfrentarmos uma pandemia, ficou ainda mais claro: passamos por um processo de digitalização acelerado, socializamos com a tela e seguimos produzindo, mesmo que dentro de casa. A longo prazo, os problemas que podem surgir desse ritmo acelerado de vida são muitos, especialmente para quem assume muitos papéis e funções no cotidiano. 

Para o médico que atua em Nutrologia, Dr. André Manoel, fundador da Clínica Liberi, slow living é sinônimo de saúde. Esse estilo de vida tem como característica ressignificar o estresse, ansiedade, a pressa e a vida offline.

Confira a entrevista completa sobre Slow Living:

Quais os benefícios você destaca para quem adere ao movimento, considerando sua experiência em consultório?

O principal benefício quando falamos em slow living é saúde, já que o estresse tem se tornado o grande mal do Século XXI. Quando o slow living passa a ser uma realidade, vivemos outras prioridades, além do automático. Viver de forma slow significa olhar para vida com mais consciência, definindo e executando prioridades que vão além de focar só nos bens de consumo. Todo mundo quer ser mais saudável, mas isso tem que sair do discurso, pois grande parte das pessoas não considera o que envolve essa mudança de comportamento, justamente por estarem no automático.

Quais as características do slow living que são mais difíceis de aplicar considerando nosso estilo de vida cotidiano?

No cenário atual, acho que a pandemia evidenciou o problema que a tecnologia traz. Nos sentimos super expostos e viciados, já que aumentaram o tempo de tela, dormindo e acordando olhando para o celular. Controlar o consumo digital que nos distancia muito do mundo real talvez seja o pulo do gato – não só focar na quantidade, mas na qualidade daquilo que consumimos na internet. Consumir mais o slow e menos o lucro, isso faz a pessoa conseguir virar a chave. 

A medicina de estilo trabalha muito com prevenção. Qual a importância de adotar o slow living antes de esperar um problema grave causado pelo ritmo muito acelerado?

O estilo de vida moderno está muito associado com as doenças crônicas e transtorno de saúde mental. Então quando passamos a ter um estilo de vida desacelerado, é possível que essa filosofia de vida possibilita a prevenção de doenças crônicas e distúrbios de saúde mental. Esse é, inclusive, um ponto que pode ser ainda mais estudado. 

Alguma dica para que a desaceleração não seja mais um peso, uma meta a ser cumprida?

Estruturar o processo. Ninguém acorda e torna a vida slow. É um processo longo, que pode ser difícil, mas tem que ser estruturado. Tem que considerar onde a pessoa está e onde ela quer chegar. Simplesmente viver o slow living não vai levar a lugar nenhum, tem que ver quais são suas prioridades. Entender o que, de fato, é mais importante dentro da realidade de cada um, o que faz mais sentido pra vida da pessoa. 

O slow living surgiu junto com o slow food, um movimento que ganhou adeptos ao redor do mundo e começou na Itália nos anos 80. Como você vê a relação desse início com o teu atual propósito de vida e como médico?

O movimento slow está ganhando cada vez mais força, inclusive sou adepto ao slow medicine, indo um pouco na contramão do óbvio. O médico tem que entender que as pessoas precisam de atenção, cuidado, empatia, que os problemas delas precisam ser resolvidos de fato, independente de ela se encaixar numa caixinha, num diagnóstico. Ela tem dores, queixas, cansaço, desânimo e problemas em geral.

E nesse cenário é o médico que é procurado. Então o médico tem que olhar nesse contexto geral e ajudar o paciente a encontrar estratégias e ferramentas para resolver os problemas. Essas ferramentas podem ser medicamentos, suplementos, gestão de estilo de vida, rotinas, hábitos, meditação, etc.  Assim como outras filosofias de vida, o slow living pode até parecer que não faz sentido para algumas pessoas. Mas há um contraponto. “Como médico, acredito que cada pessoa pode encontrar ferramentas do slow living para melhorar diversas áreas da vida”, complementa. 

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