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economia e meio ambiente

Vime: a força da tradição e sustentabilidade na Serra

Cultura centenária movimenta economia de Bocaina do Sul e Lages e surge como solução para o saneamento rural

• Atualizado

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Por Rádio Clube

Isabela Reche

Por Isabela Reche

Vime a força da tradição e sustentabilidade na Serra | Foto: Divulgação
Vime a força da tradição e sustentabilidade na Serra | Foto: Divulgação

O vime, cultura centenária da Serra Catarinense, consolida-se como um pilar multifuncional na região. Indo além do artesanato tradicional, a planta hoje integra a economia circular, sustenta centenas de famílias e oferece soluções biológicas para o tratamento de efluentes, unindo tradição e inovação ambiental.

Vime: a força da tradição e sustentabilidade; sustento e tradição em Bocaina do Sul

Em municípios como Bocaina do Sul, a produção de vime é vital para a renda de pequenos produtores. Ruan Matias Oliveira, que trabalha na lida desde a infância, destaca que a atividade é responsável por grande parte do sustento da casa. O apoio técnico da Epagri tem sido fundamental para garantir a qualidade do cultivo e a inserção dos produtores em exposições.

Às margens da BR-282, a produção ganha escala internacional. O Centro de Comercialização Grupo União do Vime, que reúne cerca de 350 famílias, atende viajantes e mercados de toda a América do Sul. Franscieli Capistrano, representante da associação, aponta a alta demanda por cestas e kits artesanais como motor do crescimento do grupo.

Identidade e saúde

Para artesãos como o lageano Antônio Gilmar de Liz Rosa, o trabalho com a fibra natural transcende o aspecto financeiro. Com 40 anos dedicados à atividade, ele define o vime como “vida e saúde”, reforçando que o artesanato confere uma identidade cultural única à essência serrana.

Solução ambiental no saneamento

Uma das facetas mais inovadoras do vime está no seu uso para o saneamento básico. Em Lages, uma parceria entre a Epagri, CAV/Udesc e a Semasa utiliza plantações de vime na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Araucária.

A espécie é considerada uma das mais eficientes no mundo para o tratamento de esgoto, especialmente em áreas rurais ou pequenas comunidades. A planta estimula micro-organismos que decompõem o lodo e purificam a água, apresentando-se como uma “solução baseada na natureza” para locais onde sistemas convencionais de grande escala não são viáveis. Segundo o professor Eduardo Bello Rodrigues (CAV Udesc), o projeto fecha o ciclo da economia circular e já inspira outros municípios catarinenses.

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