Urutau é registrado em visita inusitada na Epagri Lages
"Ave-fantasma' foi registrada por engenheira agrônoma em palanque
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Uma visita inusitada chamou a atenção na Estação Experimental da Epagri em Lages no início deste mês. A engenheira agrônoma e gerente da unidade, Marlise Nara Ciotta, conseguiu avistar e registrar um exemplar de Urutau (Nyctibius griseus), ave conhecida popularmente como “mãe-da-lua” ou “ave-fantasma”, pousada em um palanque da propriedade.
URUTAU: características e comportamento
Embora não seja uma espécie em extinção, o Urutau é raramente avistado devido aos seus hábitos estritamente noturnos e à sua capacidade de camuflagem. Durante o dia, a ave permanece imóvel e esticada, com as penas mimetizando a cor e a textura de troncos de madeira, o que a torna praticamente invisível a olhos desatentos.
A ave possui uma adaptação biológica curiosa: fendas nas pálpebras que permitem que ela enxergue mesmo de olhos fechados, mantendo a vigilância contra predadores enquanto descansa. O exemplar registrado em Lages permaneceu estático, confundindo-se com a estrutura de madeira onde pousou, tendo a paisagem urbana da cidade ao fundo.
Papel ecológico e misticismo
O Urutau desempenha um papel importante no equilíbrio ambiental, atuando no controle de populações de insetos, como mariposas, cupins e besouros, além de pequenos animais. Pode chegar a 50 centímetros de comprimento e é famoso pelo seu canto melancólico, que no folclore regional é associado a diversas lendas e crendices.
Apesar do misticismo que a envolve, especialistas reforçam que a ave é inofensiva ao ser humano. O registro realizado pela equipe da Epagri, compartilhado pelo jornalista Pablo Gomes, é considerado raro pela dificuldade de distinguir o animal em meio ao ambiente rural e urbano.
Matéria em colaboração com o comunicador Edson Varela.
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