Trajes oficiais da realeza da 36ª Festa Nacional do Pinhão são apresentados
Além do crochê, o figurino agrega referências à gralha-azul, ave ligada à preservação da araucária
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Na noite desta quinta-feira (21), o Casarão Juca Antunes sediou o lançamento oficial dos trajes da realeza da 36ª Festa Nacional do Pinhão. O evento marcou a primeira aparição pública da rainha Maria Júlia Branco da Silveira e das princesas Maria Luisa Furtado Boeno e Emilie da Silva Pereira com as vestimentas oficiais desenvolvidas para a edição de 2026. As peças foram criadas pela estilista Ana Lopes a partir do tema “As Guerreiras do Tempo”.
Produção artesanal e elementos da identidade regional
O crochê foi adotado como o principal elemento estético e simbólico dos vestidos, cuja confecção manual se estendeu ao longo de meses. O trabalho envolveu as crocheteiras serranas Cleci, Joelma, Ivone, Rita, Vera, Elza, Odete, Rose, Dora, Sandra, Andreia e Nilceia, com o suporte da Prefeitura de Lages, da Secretaria da Mulher e do setor de artesanato. Os fios utilizados passaram por um processo de tingimento artesanal com matérias-primas naturais da Serra Catarinense, como cascas de pinhão e pedaços de araucária recolhidos do chão.
Para alcançar a coloração final, o vestido da rainha permaneceu cinco dias em um fogão à lenha, enquanto os trajes das princesas receberam tons caramelizados após horas de fervura das fibras. Além do crochê, o figurino agrega referências à gralha-azul, ave ligada à preservação da araucária. O design inclui ombros estruturados que remetem a armaduras, punhos baseados na plumagem do pássaro, detalhes em madeira e representações de árvores feitas manualmente. Em pronunciamentos oficiais, a prefeita Carmen Zanotto e a rainha Maria Júlia Branco da Silveira destacaram que o conceito busca resgatar o histórico do trabalho feminino e a identidade cultural da região serrana.
36ª Festa Nacional do Pinhão; homenagem à história da festa e abertura de exposição
A confecção de um traje integralmente em crochê atende a um antigo projeto de Berenice Omizzolo, estilista que assinou os vestidos da realeza em mais de quinze edições anteriores da Festa do Pinhão. A proposta foi executada por sua filha, Ana Lopes, que assumiu o desenvolvimento conceitual na edição atual.
A solenidade também formalizou a abertura da exposição “Costurando Memórias”, concebida pelo Ateliê La Unica em cooperação com a companhia de teatro Bravo Bravíssimo. A mostra, instalada no espaço do Casarão Juca Antunes, propõe uma experiência visual sobre os bastidores de criação das cortes históricas da festa. A narrativa expositiva é estruturada em três etapas consecutivas: “Lembranças”, “Histórias” e “Transformação”. Para a composição cenográfica, foram empregados elementos da flora local, tais como grimpas de araucária, capim dos pampas e pinheiro americano.
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