Serra Catarinense volta a registrar sete feminicídios em 2025
O Observatório aponta repetição do número de feminicídios de 2023 e alto volume de ocorrências de violência contra mulheres
• Atualizado
A Serra Catarinense encerra 2025 com sete casos de feminicídio, conforme dados do Observatório da Violência Contra a Mulher. O número é o mesmo registrado em 2023 e supera o total de 2024, quando foram contabilizadas cinco mortes. O cenário reforça a permanência da violência de gênero como um dos principais desafios sociais da região.
Feminicídios registrados na Serra Catarinense
| Ano | Número de Casos |
| 2020 | 4 casos |
| 2021 | 5 casos |
| 2022 | 3 casos |
| 2023 | 7 casos |
| 2024 | 5 casos |
| 2025 | 7 casos |
O levantamento também aponta que a idade média das vítimas é de 36 anos, demonstrando que a violência atinge majoritariamente mulheres adultas.
Além dos crimes letais, os registros de violência contra a mulher seguem elevados. Somente entre janeiro e novembro de 2025, foram contabilizadas 4.423 ocorrências na região.
Registros de ocorrências de violência contra mulheres
| Ano | Total de Registros |
| 2020 | 4.108 registros |
| 2021 | 4.473 registros |
| 2022 | 4.841 registros |
| 2023 | 5.356 registros |
| 2024 | 5.128 registros |
| 2025 (Jan a Nov) | 4.423 registros |
Segundo o Observatório, as ameaças correspondem a quase metade de todas as ocorrências, evidenciando um padrão recorrente de violência psicológica e intimidação, muitas vezes associado à escalada para agressões mais graves.
Serra Catarinense: sem Boletins de Ocorrências
Um dado que chama a atenção no levantamento do Observatório da Violência Contra a Mulher é que, em 100% dos casos de feminicídio registrados na Serra Catarinense, as vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra o autor do crime, o que reforça a importância da denúncia precoce e do acesso à rede de proteção.
Penas
No Brasil, o crime de feminicídio tem pena de reclusão de 20 a 40 anos. A pena do feminicídio é aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado durante a gestação, na presença de filhos ou em descumprimento das medidas protetivas de urgência, entre outros agravantes.
Em casos de violência ou ameaça, as mulheres devem procurar ajuda imediatamente. O atendimento pode ser acionado pelo 190, da Polícia Militar, em situações de emergência, ou pelo 180 e 181, canais de denúncias anônimas.
Matéria em colaboração com Handerson Souza
Leia Mais
>> Para mais notícias, siga a Clube no Threads, Twitter, Instagram e Facebook
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO