Serra Catarinense tem crescimento desigual no emprego formal em 2025
Dados do CAGED apontam forte crescimento em municípios do interior e retração em Lages
• Atualizado
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), referentes ao período de janeiro a novembro de 2025, apontam um cenário desigual na geração de empregos formais nos 18 municípios da Serra Catarinense, na comparação com o mesmo período de 2024. Enquanto parte das cidades registrou crescimento expressivo no saldo de vagas, municípios de maior peso econômico apresentaram desaceleração significativa.
A análise mostra que agropecuária, indústria e serviços foram os setores que mais contribuíram para o saldo positivo regional em 2025. Em contrapartida, comércio e construção civil concentraram a maior parte das perdas.
📊 Panorama de crescimento: destaques positivos
O crescimento mais expressivo concentrou-se em municípios onde a indústria e a agropecuária possuem forte base produtiva. Correia Pinto e Palmeira lideram em termos de variação percentual.
| Município | Saldo 2024 | Saldo 2025 | Variação | Setores Propulsores |
| Palmeira | +2 | +67 | +3.250% | Construção e Indústria |
| Bom Jardim da Serra | +35 | +101 | +190% | Agropecuária |
| Correia Pinto | +85 | +240 | +183% | Indústria e Serviços |
| São Joaquim | +444 | +729 | +64% | Agropecuária |
| Otacílio Costa | +502 | +642 | +28% | Indústria |
Além desses, municípios de menor porte também registraram avanços relevantes:
- Recuperação: Cerro Negro reverteu o saldo negativo do ano anterior.
- Expansão: Bocaina do Sul e Painel dobraram seus saldos de empregos.
- Consistência: Urubici, Capão Alto e São José do Cerrito mantiveram trajetória de alta.
Desaceleração e saldos negativos
O dado mais impactante do período é a retração de 63% no saldo de Lages, a maior economia da região, que sofreu com perdas na indústria e construção civil.
Municípios com maior queda no saldo:
- Rio Rufino: -89%
- Bom Retiro: -88%
- Lages: -63% (de +2.257 para +841 vagas)
- Urupema: -50%
- Ponte Alta: -32%
Saldo Negativo (Fechamento no “vermelho”):
- Anita Garibaldi: -3 vagas.
- Campo Belo do Sul: -3 vagas.
Análise setorial: o que move a economia na Serra Catarinense?
O desempenho do emprego em 2025 foi diretamente influenciado pelo perfil econômico de cada localidade. A agropecuária segue como o pilar de sustentação do interior.
Setores em alta
- Agropecuária: Motor principal em São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici, Painel e Ponte Alta.
- Indústria: Impulsionou Correia Pinto, Otacílio Costa, Palmeira e Bom Retiro.
- Serviços: Destaque em Lages, São José do Cerrito e nos polos turísticos como Urubici.
- Construção Civil: Avanços pontuais em Palmeira e Urubici.
Setores em retração
O Comércio foi o setor que mais enfrentou dificuldades de forma generalizada, registrando saldos negativos em Lages, Bom Retiro, Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Urupema e Palmeira.
Cenário da região serrana
Os dados do CAGED indicam que, em 2025, a Serra Catarinense manteve a geração de empregos formais, porém de forma concentrada e desigual, com crescimento mais forte em municípios do interior e desaceleração nos grandes centros urbanos. O resultado reforça a importância da agropecuária e da indústria para a economia regional e evidencia os desafios enfrentados pelos setores de comércio e construção civil.
Matéria em colaboração com Handerson Souza
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