Serra Catarinense consolida protagonismo no agronegócio com união entre tradição e tecnologia
A região colhe os frutos de um ano de recordes e se prepara para um ciclo de investimentos históricos em tecnologia e infraestrutura rural em 2026
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A Serra Catarinense reafirma sua posição como uma das principais forças do agronegócio em Santa Catarina. Unindo a tradicional pecuária de corte à expansão da agricultura de clima temperado, a região colhe os frutos de um ano de recordes e se prepara para um ciclo de investimentos históricos em tecnologia e infraestrutura rural em 2026.
A criação de gado, especialmente de raças europeias como Angus e Charolês, segue como o alicerce econômico e cultural da Serra. O modelo produtivo, baseado em pastagens naturais e adaptado ao clima rigoroso, destaca-se pela sustentabilidade e produtividade constante.
Já na agricultura, a diversificação tem sido a estratégia para converter antigas áreas de pastagem em novas fronteiras produtivas. São Joaquim lidera o valor da produção agrícola no estado, tendo a maçã fuji, protegida por Indicação Geográfica (IG), como seu maior expoente. O cenário atual também contempla:
- Culturas consolidadas: Pêssego, ameixa, aveia, trigo e erva-mate.
- Novas apostas: Lúpulo, cevada e pequenos frutos (berries).
- Suporte técnico: A atuação da Epagri é apontada como fundamental no fomento à inovação e na orientação técnica para a diversificação de culturas.
Serra Catarinense consolida protagonismo no agronegócio; recordes em 2025 e projeções para 2026
Segundo o Secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto (em substituição à citação de Carlos Chiodini), 2025 foi um ano ímpar, com recordes históricos na produção de grãos e no valor agregado das exportações de proteína animal. O programa Terra Boa atingiu o investimento recorde de R$115 milhões.
Para 2026, o Governo do Estado anunciou novos divisores de águas para o setor:
- SC Rural 2: (Desenvolvimento Rural Sustentável): O projeto é fruto de uma parceria de seis anos com o Banco Mundial, com um orçamento total de US$150 milhões (sendo US$120 milhões financiados pelo banco e US$30 milhões como contrapartida do Estado).
- Apoio direto e fomento: De forma inédita, metade desses recursos será destinada a apoiar projetos de melhoria diretamente nas propriedades rurais e pesqueiras sem a necessidade de reembolso pelo produtor.
- O programa foca em quatro pilares principais:
- Empreendedorismo: Estímulo a novos negócios no campo para aumentar a renda familiar.
- Resiliência climática: Fortalecimento da gestão de recursos hídricos e adoção de práticas agrícolas de baixo impacto ambiental.
- Tecnologia e inovação: Investimentos em conectividade e modernização da gestão produtiva.
- Inclusão social: Foco especial em jovens e produtores familiares para garantir a sucessão e permanência no campo.
- Coopera AgroSC: Complementando as ações, este fundo gerido pelo BRDE terá um aporte superior a R$1 bilhão para ampliação da agroindústria e da cadeia de proteína animal em todo o território catarinense.
Conectividade e infraestrutura no campo
A modernização do meio rural catarinense também passa pela infraestrutura digital e logística. O projeto Sinal Bom visa expandir a fibra óptica através do compartilhamento de postes, enquanto o programa Endereço Certo Rural criará uma plataforma de geoprocessamento para mapear 35 mil quilômetros de estradas e endereçar cerca de 300 mil matrículas rurais.
Essas iniciativas buscam garantir que o produtor serrano tenha as mesmas condições de acesso à informação e escoamento que as áreas urbanas, fortalecendo a competitividade da região no cenário nacional.
Matéria em colaboração com o repórter Rodrigo Silvério.
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