Réus são condenados por homicídio em presídio de Lages
Penas somam mais de 40 anos de reclusão
• Atualizado
Após quase 13 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da Comarca de Lages condenou, na noite desta quinta-feira (19), os dois homens acusados de matar e decapitar um colega de cela em outubro de 2023. As sentenças foram fixadas em 22 anos, seis meses e 11 dias para um dos réus, e 19 anos, oito meses e 10 dias para o segundo envolvido.
Réus são condenados por homicídio em presídio de Lages; o julgamento
A sessão, que iniciou às 9h e encerrou por volta das 22h, contou com a atuação dos Promotores de Justiça Luciana Uller Marin e Josuel Hochwart. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sustentou a acusação de homicídio triplamente qualificado e destruição de cadáver, detalhando a brutalidade do ato, que incluiu asfixia e a mutilação da vítima com lâminas de barbear.
O conselho de sentença acatou integralmente a denúncia, reconhecendo as três qualificadoras apresentadas:
- Motivo torpe: Vingança em decorrência de um castigo coletivo sofrido na cela;
- Recurso que dificultou a defesa: Superioridade numérica e dissimulação da intenção criminosa;
- Meio cruel: Execução por asfixia (golpe “mata-leão”).
Penas e retorno à prisão
O réu condenado à maior pena já cumpria sentença por latrocínio. O segundo condenado, que estava preso por tentativa de homicídio na época do crime, recebeu a pena de 19 anos. Ambos retornaram ao sistema prisional imediatamente após a leitura da sentença para iniciar o cumprimento das novas condenações em regime fechado.
O julgamento foi acompanhado por um forte esquema de segurança e por estudantes de Direito, que utilizaram a sessão como atividade de aprendizado prático. Para os promotores do caso, o veredito representa uma resposta institucional contra a barbárie e reforça a autoridade da Justiça dentro das unidades prisionais.
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