Procon de Lages divulga pesquisa da cesta básica com variações de preços
A pesquisa monitorou sete grandes supermercados e atacadistas da cidade
• Atualizado
O Programa de Defesa do Consumidor (Procon) de Lages apresentou, nesta semana, os resultados do primeiro levantamento de preços da cesta básica de 2026. Realizada nos dias 5 e 6 de janeiro, a pesquisa monitorou sete grandes supermercados e atacadistas da cidade (Alvorada, Angeloni, Brasil Atacadista, Fort, Martendal, Myatã e Stock Center), revelando disparidades acentuadas em diversas categorias de produtos.
Procon de Lages divulga pesquisa da cesta básica; variações de preços
O dado que mais chamou a atenção no relatório foi a variação no preço do macarrão sem glúten, que atingiu a marca de 3.045,30% de diferença entre o local mais barato e o mais caro. Na categoria de higiene pessoal, o creme dental também registrou uma oscilação expressiva de 1.012,57%, seguido pelo absorvente, com 849,93%.
A prefeita Carmen Zanotto destacou que a iniciativa visa oferecer transparência e estimular escolhas conscientes.
“A pesquisa de preços é um instrumento fundamental para garantir mais informação ao consumidor e estimular escolhas conscientes. Nosso compromisso é fortalecer ações que promovam justiça, equilíbrio e respeito nas relações de consumo em Lages”.
Segundo o coordenador executivo do Procon, Kevin Gonçalves Calbusch, os números reforçam a importância de o cidadão não abrir mão da comparação antes de passar pelo caixa.
“Estes levantamentos mostram que pesquisar antes de comprar faz toda a diferença. A variação encontrada reforça a necessidade de comparação de preços, principalmente em itens voltados a públicos com restrições alimentares“.
Variações por segmento
Abaixo, os produtos que apresentaram as maiores diferenças de preço em suas respectivas categorias:
- Alimentos básicos: A farinha de mandioca lidera a lista com 503,86% de variação, seguida pelo açúcar refinado (412,59%).
- Horta, pomar e granja: A laranja pera apresentou a maior oscilação do setor (298,28%), enquanto o tomate variou 104,48%.
- Limpeza doméstica: O desinfetante registrou diferença de 325,68% entre os estabelecimentos.
- Carnes e frios: A coxa e sobrecoxa de frango variou 149,69%, enquanto a margarina chegou a 166,44%.
- Produtos sem lactose: O leite condensado sem lactose apresentou variação de 460,92%.
O Procon ressalta que os valores coletados servem apenas como referência para o período da pesquisa, não obrigando os supermercados a manterem os mesmos preços após as datas de coleta. O órgão recomenda que os consumidores utilizem os dados para identificar quais redes costumam oferecer melhores condições nos itens que mais utilizam no dia a dia.
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