Polícia Militar investiga atropelamento em Curitibanos
O incidente envolveu duas mulheres com um histórico de desavenças antigas e resultou em uma pessoa ferida e outra conduzida à delegacia
• Atualizado
Na noite do último sábado (14), a Polícia Militar de Santa Catarina, através do 33º Batalhão, foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio tentado e lesão corporal no bairro Getúlio Vargas, em Curitibanos. O incidente, ocorrido por volta das 19h04, envolveu duas mulheres com um histórico de desavenças antigas e resultou em uma pessoa ferida e outra conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.
Versões conflitantes e dinâmica do fato
O caso chegou ao conhecimento das autoridades quando a condutora do veículo envolvido compareceu voluntariamente à sede da Polícia Militar. Em estado de choque, ela relatou que, ao deixar um estabelecimento comercial, foi abordada e ameaçada pela outra mulher, que supostamente portava uma barra de ferro. Segundo o depoimento da motorista, a colisão ocorreu de forma acidental enquanto ela tentava arrancar com o carro para fugir de uma agressão iminente.
Por outro lado, a guarnição deslocou-se ao Hospital Regional para ouvir a pedestre atingida. Em sua narrativa, a mulher confirmou os problemas pessoais prévios, mas alegou que a condutora direcionou o veículo em sua direção de maneira brusca e intencional após o encontro fortuito no mercado. Devido à força do impacto, a vítima sofreu um desmaio e precisou permanecer internada para a realização de exames de imagem e monitoramento clínico.
Encaminhamentos e investigação policial
Durante as diligências realizadas no local do atropelamento, os policiais militares não encontraram testemunhas oculares que pudessem confirmar prontamente qualquer uma das versões apresentadas. A ausência de relatos de terceiros no momento da averiguação técnica torna a perícia e os depoimentos formais peças fundamentais para a elucidação do ocorrido.
Diante da gravidade dos ferimentos e das contradições nos relatos, a condutora foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil. A autoridade policial agora conduz as investigações para determinar se a ação será tipificada como legítima defesa, conforme alegado pela motorista, ou se houve crime de lesão corporal dolosa ou tentativa de homicídio. O veículo passará por perícia para auxiliar na compreensão da dinâmica da colisão.
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