Polícia Civil e IMA combatem tráfico de animais em SC
As equipes localizaram e apreenderam uma cobra jiboia, uma ave da espécie agapornis e cinco jabutis
• Atualizado
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DCAC/DEIC), deflagrou uma operação conjunta com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) para desarticular uma rede de tráfico de animais silvestres. A ação focou na região serrana do estado, onde investigações prévias identificaram dois suspeitos de comercialização ilegal e três de seus clientes. No total, as autoridades cumpriram oito mandados de busca e apreensão divididos em duas etapas distintas.
Tráfico de animais: detalhes das apreensões e fases da operação
A primeira fase ocorreu no dia 22 de janeiro, concentrada no município de Lages. Durante o cumprimento de quatro mandados, as equipes localizaram e apreenderam uma cobra jiboia, uma ave da espécie agapornis e cinco jabutis (um adulto e quatro filhotes). A continuidade dos trabalhos investigativos levou à segunda fase, realizada entre os dias 4 e 5 de fevereiro, abrangendo os municípios de Alfredo Wagner, Lages e São Joaquim.
Em Alfredo Wagner, foram recolhidos cinco pássaros silvestres, um papagaio-de-peito-roxo e uma tartaruga-tigre-d’água. Novamente em Lages, a vistoria em dois imóveis resultou na apreensão de três jabutis-piranga e duas serpentes — uma jiboia e uma corn snake. Já na zona rural de São Joaquim, a diligência, que contou com o apoio da delegacia local, efetuou o resgate de uma arara-canindé.

Destino dos animais e procedimentos legais
Ao final das duas etapas, o balanço da operação contabilizou 20 animais silvestres resgatados. Além dos espécimes, a Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia para possibilitar o aprofundamento das investigações e a identificação de outros envolvidos na cadeia de comércio ilegal.
Os animais foram entregues aos técnicos do IMA, responsáveis pela avaliação clínica e pelos cuidados biológicos necessários. O destino final de cada exemplar será definido após esse período de quarentena e análise. Quanto aos investigados, eles responderão conforme a Lei de Crimes Ambientais pelos delitos de tráfico de animais e maus-tratos.
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