Justiça Restaurativa promove círculo de diálogo com adolescentes em Lages
A iniciativa faz parte das atividades da campanha Janeiro Branco, que busca conscientizar sobre a importância da saúde mental e do equilíbrio emocional
• Atualizado
O Núcleo de Justiça Restaurativa (NJR) da comarca de Lages promoveu, nesta semana, um círculo de construção de paz com doze adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Casa de Semiliberdade. A iniciativa faz parte das atividades da campanha Janeiro Branco, que busca conscientizar sobre a importância da saúde mental e do equilíbrio emocional.
O encontro foi conduzido pelo facilitador Ildemar José da Costa e contou com a presença do juiz Alexandre Takaschima, coordenador do Núcleo. Através da metodologia de círculos de construção de paz, os jovens foram incentivados a compartilhar sentimentos e refletir sobre suas escolhas.
O modelo restaurativo aplicado pelo Poder Judiciário catarinense diferencia-se do sistema tradicional ao priorizar:
- Escuta ativa e fala responsável: Espaço para que cada participante seja ouvido sem julgamentos imediatos.
- Reparação de danos: Foco na solução coletiva de conflitos e na responsabilização.
- Cultura de paz: Fortalecimento de vínculos para uma convivência harmônica.
Continuidade do trabalho
Esta ação marca a primeira atividade do NJR em 2026, dando sequência a um projeto iniciado em 2024 que também atende jovens do Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Lages (Caser). Para o juiz Alexandre Takaschima, a criação desses espaços seguros é fundamental para o processo de ressocialização.
“Oferecer espaços seguros de diálogo é essencial para que esses jovens se percebam como sujeitos de direitos e possibilidades. A Justiça Restaurativa abre caminhos reais de transformação”, destacou o magistrado.
Sobre o Núcleo de Justiça Restaurativa
Em atividade desde setembro de 2023, o Núcleo de Justiça Restaurativa de Lages atua de forma interinstitucional. Além da socioeducação, o órgão desenvolve projetos voltados às áreas de educação e combate à violência doméstica, consolidando práticas de acolhimento e mediação em toda a região.
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