Vai ter ciclone? Meteorologista explica o que realmente pode acontecer no Sul do Brasil
Segundo o especialista, o sistema não deve atingir diretamente o território brasileiro, concentrando sua força no país vizinho, o Uruguai
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Após a circulação de informações sobre a formação de um ciclone extratropical que poderia atingir o Sul do Brasil, o meteorologista Piter Scheuer esclareceu a real situação atmosférica prevista para este final de semana. Segundo o especialista, o sistema não deve atingir diretamente o território brasileiro, concentrando sua força no país vizinho, o Uruguai.
O ciclone apresenta um núcleo de baixa pressão localizado sobre o Uruguai, onde deve provocar ventos fortes e chuvas volumosas. De acordo com o meteorologista, as rajadas de vento no litoral uruguaio podem ultrapassar os 110 km/h.
Para a região Sul do Brasil, a influência do ciclone será mínima.
“Muitos acham que o ciclone vai atingir a região, mas na verdade ele não vai. Ele influencia levemente o Rio Grande do Sul e se desmancha. O que realmente trará mudanças no tempo para nós é a passagem de uma frente fria associada a este sistema, algo que é clássico para os padrões desta época do ano“, explica Piter.
Meteorologista explica o que realmente pode acontecer no Sul do Brasil; calor e temporais isolados
Até a chegada da frente fria, prevista para o domingo (11), Santa Catarina terá dias típicos de verão. As temperaturas devem permanecer elevadas, com máximas superando os 33°C e 35°C na maioria das regiões, e chegando próximas aos 30°C na Serra Catarinense.
A combinação de calor e alta umidade favorece a formação de temporais isolados entre esta sexta e o sábado. O meteorologista ressalta que essas chuvas são irregulares:
“Enquanto em um ponto ocorre um temporal com chuva forte e ventania, em áreas vizinhas nada acontece. É o comportamento padrão do verão”.
O que esperar do domingo
No domingo, a frente fria avança sobre o estado, trazendo chuvas e trovoadas. As rajadas de vento associadas a este sistema frontal devem ficar entre 50 km/h e 70 km/h, valores consideravelmente menores do que os previstos para o centro do ciclone no Uruguai.
O especialista reforça que o fenômeno é comum e não deve ser motivo de pânico.
“Estou gravando essa explicação para acalmar a população. Quase toda frente fria tem um ciclone oceânico associado nesta época do ano. O efeito no Brasil será pequeno e decorrente da frente fria, não do ciclone propriamente dito”, conclui.
Confira vídeo com esclarecimento
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