Homem é preso em Curitibanos após denúncia de agressão e ameaça de morte
A vítima relatou que, durante uma discussão, o companheiro a atingiu na cabeça com um pedaço de madeira
• Atualizado
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de um homem na tarde de terça-feira (6), em uma propriedade rural no interior de Curitibanos. Ele é acusado de lesão corporal grave, ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha e posse irregular de arma de fogo.
A intervenção policial teve início por volta das 13h33, após a nora da vítima receber uma mensagem de texto com um pedido desesperado de ajuda. Diante do silêncio posterior da mulher e do histórico de comportamento violento do agressor, a família acionou o serviço de emergência da Polícia Militar.
Homem é preso em Curitibanos após denúncia de agressão; cenário de violência
Ao chegarem à localidade rural, as guarnições encontraram a vítima com ferimentos visíveis. Ela relatou que, durante uma discussão, o companheiro a atingiu na cabeça com um pedaço de madeira, além de desferir agressões físicas que causaram lesões nos braços e na cintura.
A mulher descreveu ainda episódios de tortura psicológica, relatando que o homem teria despejado combustível em suas pernas, ameaçando atear fogo em seu corpo. Segundo o depoimento colhido no local, o uso de armas para intimidação era recorrente na rotina do casal.
Apreensões e prisão
Durante a vistoria na residência, os policiais localizaram e apreenderam três armas:
- Duas armas de calibre .22;
- Uma espingarda de pressão 5.5.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. Ao ser questionado pela autoridade policial, ele optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.
Atendimento médico e proteção
Devido à gravidade das lesões, especialmente pelo trauma sofrido na região da cabeça, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional Hélio Anjos Ortiz, onde permaneceu sob observação médica. Ela manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra o agressor e solicitou uma Medida Protetiva de Urgência.
A Polícia Militar destacou que o isolamento geográfico de áreas rurais é um fator que dificulta o pedido de socorro, ressaltando a importância de familiares e vizinhos estarem atentos a sinais de violência ou pedidos de ajuda por meios digitais.
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