Diretor de presídio de Lages recebia picanha por regalias
Investigação da Operação Carne Fraca aponta que policial penal trocava benefícios a detento por carnes nobres e outras vantagens
• Atualizado
As investigações da Operação Carne Fraca detalham como funcionava o suposto esquema de corrupção no Presídio Masculino de Lages. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o diretor da unidade, Rodrigo Barroso, recebia entregas de carnes nobres, como picanha, em troca de facilidades administrativas e benefícios indevidos a um detento. A conduta resultou na prisão preventiva do servidor.
Diretor de presídio de Lages recebia picanha por regalias; esquema de favorecimento
A investigação aponta que as irregularidades ocorreram entre março e outubro de 2025. Além do recebimento de vantagens alimentícias, o policial penal é suspeito de:
- Intervenções informais: Subversão de trâmites oficiais em processos de execução penal para favorecer um apenado específico.
- Relação pessoal: Manutenção de proximidade funcional e pessoal com a companheira do detento beneficiado.
- Crimes correlatos: A apuração inclui suspeitas de violação de sigilo funcional e advocacia administrativa.
Rodrigo Barroso passou por audiência de custódia e permanecia preso nesta sexta-feira (27) em uma unidade específica para servidores. A defesa do policial informou que ainda não teve acesso aos autos principais e, por este motivo, não apresentará parecer sobre os fatos neste momento.
Intervenção administrativa
Em resposta ao caso, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) anunciou medidas rigorosas:
- Afastamento imediato: O servidor foi retirado de suas funções conforme determinação judicial.
- Criação da CIPA: Foi instalada uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa para auditar todas as áreas da unidade de Lages.
- Gestão Interina: Uma nova chefia deverá ser designada para assegurar o cumprimento dos protocolos institucionais.
A Sejuri reiterou que colabora com o GAECO e o GEAC para garantir a integridade do sistema prisional catarinense. O processo segue tramitando em sigilo.
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