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“Difícil nevar”, diz meteorologista; inverno na Serra será mais chuvoso

Meteorologista Piter Scheuer alerta para riscos de enchentes e tempestades similares aos eventos de 2023

• Atualizado

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Por Rádio Clube

“Difícil nevar”, diz meteorologista; inverno na Serra será mais chuvoso | Foto: Mycchel Legnaghi
“Difícil nevar”, diz meteorologista; inverno na Serra será mais chuvoso | Foto: Mycchel Legnaghi

O outono de 2026 começa com temperaturas elevadas, mas o cenário meteorológico para os próximos meses acende um sinal de alerta para Santa Catarina. Em entrevista, o meteorologista Piter Scheuer destacou que a configuração de um fenômeno El Niño forte na metade do ano deve transformar o inverno e a primavera em períodos de instabilidade severa e muita chuva.

Inverno na Serra: pouca neve e muita chuva preocupa meteorologista

Para quem espera pelo espetáculo da neve na Serra Catarinense, a previsão não é animadora. Scheuer afirmou que a probabilidade de ocorrência do fenômeno este ano é muito baixa.

  • Neve: “Difícil. A chance é muito pequena… se bobear, nem neva”, pontuou o especialista, explicando que o padrão úmido e quente do El Niño dificulta o frio prolongado necessário.
  • Frio: Os episódios de geada e baixas temperaturas devem ser curtos. “Vai ter frio, mas nem compare com o ano passado. Muitas vezes tem geada no amanhecer e, no final do dia, já tem chuva”.

Alerta para enchentes e chuvas

O ponto mais impactante da previsão é o volume de chuva esperado para o segundo semestre. O meteorologista comparou o cenário de 2026 com o ano de 2023, quando Santa Catarina sofreu com enchentes históricas e tornados.

  • Volume: A previsão indica chuvas bem acima da média (podendo superar 300 mm mensais em alguns períodos).
  • Riscos: Alto potencial para enchentes no Vale do Itajaí e em rios que cortam Lages, além de tempestades severas e granizo no Oeste e na Serra.
  • Fenômenos: Há risco de sistemas de “mesoescala”, que podem gerar episódios de tempo severo, como tornados no Grande Oeste.

Transição das Estações

Até a primeira quinzena de abril, o calor típico de verão persiste, com marcas acima dos 30°C. A mudança gradual começa em maio, com a clássica amplitude térmica do outono (frio cedo e calor à tarde). A partir de junho e julho, a umidade toma conta, dificultando atividades ao ar livre e trabalhos no campo.

“O que vem pela frente é bastante significativo. É um ‘copia e cola’ do que vivemos em 2023“, concluiu Scheuer, reforçando a importância de órgãos públicos e a população se prepararem para o excesso de chuva na saída do inverno.

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