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Defesa de ex-diretor do Presídio de Lages fala sobre exoneração

Advogado afirma que desligamento do cargo de policial penal não tem relação com a "Operação Carne Fraca"

• Atualizado

Rádio Clube

Por Rádio Clube

Defesa de ex-diretor do Presídio de Lages fala sobre exoneração | Foto: Reprodução
Defesa de ex-diretor do Presídio de Lages fala sobre exoneração | Foto: Reprodução

Em entrevista à Rádio Clube, o advogado Guilherme Ramos, representante legal do ex-diretor do Presídio Masculino de Lages, Rodrigo Barroso, detalhou os desdobramentos jurídicos envolvendo o servidor. Segundo a defesa, é necessário distinguir as duas exonerações sofridas pelo cliente nesta semana.

Motivações da exoneração

O advogado esclareceu que a perda do cargo de confiança como diretor ocorreu em decorrência das investigações da operação. No entanto, a exoneração do cargo efetivo de policial penal, publicada no Diário Oficial de 3 de março, possui origem distinta.

De acordo com Ramos, o desligamento do quadro funcional é o desfecho de um Mandado de Segurança antigo, movido pelo próprio Barroso, referente ao processo de nomeação no concurso público. Após o esgotamento dos recursos judiciais nesse processo específico, o Governo do Estado cumpriu a decisão de exonerá-lo.

Situação processual e segurança

Rodrigo Barroso permanece preso preventivamente em Florianópolis. A defesa informou que:

  • Segurança: O ex-servidor está em uma cela isolada, sem contato com outros detentos, para garantir sua integridade física.
  • Acesso aos autos: A equipe jurídica ainda busca acesso integral ao inquérito para analisar as provas mencionadas pelo Gaeco.
  • Acusações: Barroso é investigado por suspeitas de corrupção passiva, advocacia administrativa e violação de sigilo profissional. Não há, até o momento, denúncia formal oferecida pelo Ministério Público.

Posicionamento da defesa

O advogado negou a existência de envolvimento pessoal entre o ex-diretor e a esposa de um detento, classificando qualquer contato como estritamente institucional.

“Acreditamos na inocência dele e não temos dúvida de que vamos, ao final da instrução processual, comprovar tudo isso”, afirmou Guilherme Ramos.

A defesa também destacou que, com a exoneração do cargo, o argumento de que Barroso poderia atrapalhar as investigações perde força, motivo pelo qual buscará a soltura do cliente o mais breve possível.

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