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‘Quero ser uma prefeita que está nos bairros’, diz Rejane Gambin em entrevista ao SCC10

Gambin é a primeira mulher na história de Joinville a assumir o cargo de prefeita

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Redação

Por Redação

‘Quero ser uma prefeita que está nos bairros’, diz Rejane Gambin em entrevista ao SCC10 | Foto: Reprodução/Redes Sociais
‘Quero ser uma prefeita que está nos bairros’, diz Rejane Gambin em entrevista ao SCC10 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), divulgou um vídeo nas redes sociais confirmando que é pré-candidato a vice-governador de Santa Catarina na chapa de Jorginho Mello (PL) em 2026. Sendo assim, Rejane Gambin vai assumir definitivamente o comando da prefeitura do município, cidade mais populosa de Santa Catarina.

Gambin é a primeira mulher na história de Joinville a assumir o cargo de prefeita. Jornalista e nascida em Guarani das Missões (RS), Rejane mora no município há mais de 25 anos.

Em entrevista ao SCC10, Rejane Gambin compartilhou como foi receber a notícia, quais são as prioridades absolutas do seu plano de governo para este período de transição e para o início do mandato pleno, quais experiências considera fundamentais para governar Joinville a partir de agora, entre outras questões; confira: 

  • Como recebeu a notícia da indicação de Adriano Silva para a chapa majoritária estadual e qual o sentimento de saber que, em breve, assumirá o comando da maior cidade do estado?

R: “Recebi com orgulho, pois confirma que nosso modelo de gestão em Joinville virou referência. O sentimento é de prontidão. Estou ao lado do Adriano desde o primeiro dia, participei de cada decisão. A responsabilidade é imensa, mas a casa está organizada e eu estou preparada”.

  • Você já fez história como a primeira mulher eleita vice-prefeita de Joinville. Qual o simbolismo de agora se tornar a primeira mulher a ocupar a cadeira de prefeita titular na história do município? 

R: “É uma honra gigantesca, mas encaro com naturalidade. O simbolismo maior é mostrar que competência não tem gênero. Quero que minha gestão inspire outras mulheres a ocuparem espaços de poder, mostrando que podemos governar com firmeza e sensibilidade ao mesmo tempo. Isso só reforça uma frase que sempre digo e que cabe muito bem neste momento: lugar de mulher é onde ela quiser estar”.

  • Como tem sido a conversa com o prefeito Adriano Silva sobre essa transição? Quais são as orientações centrais dele para garantir que o ritmo da atual gestão não se perca? 

R: “Nossa conversa é diária e transparente. O ritmo não vai cair porque não existe “fim de governo” e “começo de outro”, existe uma corrida de bastão. Ele passa o bastão e eu continuo correndo na mesma velocidade. A máquina pública não vai parar nem por um minuto”.

  • Olhando para a sua trajetória antes da política e para os últimos anos como vice-prefeita, quais experiências considera fundamentais para governar Joinville a partir de agora?

R: “O jornalismo me ensinou a ouvir as pessoas e entender a dor de quem precisa do serviço público. A vice-prefeitura me ensinou a como resolver essa dor dentro da lei e do orçamento. Unir a escuta ativa com a execução técnica será o meu diferencial”.

  • Quais são as prioridades absolutas do seu plano de governo para este período de transição e para o início do mandato pleno? Existe algum projeto específico que deseja imprimir sua marca pessoal? 

R: “A prioridade absoluta é entregar as obras que estão em andamento. Não vou inventar a roda agora. Minha marca pessoal será a proximidade. Quero ser uma prefeita que está nos bairros fiscalizando de perto e garantindo que o atendimento na ponta, no posto de saúde e na escola, seja humano e eficiente”.

  • Como será a relação com a Câmara de Vereadores e com as entidades de classe da cidade durante a sua gestão? 

R: “De portas abertas e respeito mútuo. Joinville cresce quando o Executivo, o Legislativo e as Entidades remam para o mesmo lado. Manterei o diálogo franco, apresentando dados técnicos para aprovar o que a cidade precisa”.

  • Como a prefeitura pretende comunicar essa transição para a população, garantindo que o cidadão joinvilense se sinta seguro com a continuidade dos serviços e projetos em andamento? 

R: “Farei isso com a verdade e mostrando serviço. Vamos deixar claro que o time é o mesmo. Os secretários continuam, os gestores continuam, as máquinas continuam trabalhando. A melhor comunicação é o cidadão ver a prefeitura trabalhando na rua dele no dia seguinte à mudança”.

  • Joinville é o maior polo industrial de Santa Catarina e possui um ecossistema empresarial muito forte. Como pretende manter e fortalecer a confiança dos empresários na gestão municipal durante essa transição? 

R: “O empresário joinvilense quer segurança jurídica e liberdade para trabalhar. Isso é inegociável na nossa gestão. As regras não vão mudar. Vamos continuar desburocratizando e facilitando a vida de quem gera emprego. O empresário pode ter certeza que eu sou uma aliada do desenvolvimento”.

  • O perfil do eleitor joinvilense costuma ser muito exigente com a eficiência da máquina pública. De que maneira pretende imprimir seu estilo de liderança sem descaracterizar o modelo de gestão técnica que vem sendo implementado desde 2021?

R: “O modelo técnico, de respeito ao dinheiro público, é a espinha dorsal do Partido Novo e da nossa gestão. Isso não muda. A técnica continua, mas com um olhar ainda mais atento às demandas do dia a dia”.

  • A mudança no cenário político local, com o prefeito Adriano Silva partindo para um projeto estadual, coloca a Rejane no centro das decisões da maior cidade do estado. Como enxerga o protagonismo de Joinville nas decisões políticas de Santa Catarina a partir de agora? 

R: “Joinville sai ganhando. Teremos uma prefeita cuidando da cidade com dedicação total e um vice-governador joinvilense lá em Florianópolis lutando por nós. Finalmente teremos a força política que a maior economia do estado merece ter junto ao Governo Estadual”.

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