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“Lula terá dificuldade com os evangélicos” diz presidente da Frente Parlamentar Evangélica

Sóstenes Cavalcante diz que evangélicos se sentem enganados pelo PT

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Foto: Instagram @lulaoficial / Reprodução.
Foto: Instagram @lulaoficial / Reprodução.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), promete trabalhar para fazer com que o segmento que ele representa seja a maior resistência eleitoral ao Partido dos Trabalhadores nas eleições de outubro deste ano. E se engana quem pensa que o principal problema do eleitorado evangélico com os petistas seja a pauta de costumes.

Confira a entrevista:

SBT NEWS

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O deputado Sóstenes Cavalcante, que assumiu há menos de 1 mês a frente que representa uma bancada com 115 deputados e 14 senadores, afirma que os governos do PT usaram a Receita Federal e instruções normativas do ministério da Economia para perseguir as religiões do Brasil e não só o segmento evangélico. De acordo com o presidente da frente, as igrejas receberam multas milionárias. 

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro chegou a vetar a sanção ao projeto que concedida perdão a dívidas bilionárias das igrejas, no entanto, o veto foi derrubado pelos congressistas. O segundo motivo para distanciamento do segmento em relação ao PT é a defesa da ideologia de gênero nas escolas e do aborto.

Sóstenes Cavalcante destaca que nunca subestima o adversário e reconhece a habilidade política do ex-presidente Lula. No entanto, o parlamentar sustenta que a estratégia do PT para reaproximação com os evangélicos começou errada. O presidente da frente aponta que o nome do pastor veiculado na imprensa como alguém que poderia fazer a interlocução entre petistas e o público evangélico é inexpressivo. 

Lula esteve com o líder religioso Paulo Marcelo Schallenberger, que é amigo do deputado federal bolsonarista Marcos Feliciano. Logo depois do encontro aliados do presidente Jair Bolsonaro fizeram postagens dizendo que o pastor que esteve com Lula já foi preso por posse de drogas e porte ilegal de armas. “É típico do PT querer enganar com um enganador. Esse pastor é um enganador e está pra mim usando uma tática política. Apesar de respeitar o adversário, o ex-presidente Lula, a tática dele desta vez com o segmento evangélico é horrorosa”, sentencia o presidente da frente parlamentar.

Apesar da campanha eleitoral ainda não ter começado oficialmente, as críticas às gestões petistas já fazem parte da estratégia de Sóstenes Cavalcante para ajudar no projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. A Frente Parlamentar tem na diretoria os deputados Hélio Lope (PSL-RJ), Eduardo Bolsonaro e também Luiz Miranda (DEM-DF), algoz de Bolsonaro durante a CPI da Pandemia. O deputado do Distrito Federal disse em depoimento à CPI que avisou Bolsonaro sobre um esquema de superfaturamento nos valores dos contratos para compra de doses de vacina contra a covid-19.

O presidente da frente, que também é pastor, defende que em ano de eleição qualquer apoio é bem-vindo e quer fazer a reaproximação entre o deputado Luiz Miranda e Bolsonaro. “Vou trabalhar enormemente pra essa reaproximação dele com o Palácio do Planalto e que ele venha nos ajudar a reeleger o presidente Bolsonaro”, garante.

O apoio do presidente da Frente Parlamentar à reeleição acontece mesmo com os índices de rejeição de Bolsonaro nas pesquisas passarem dos 50%. Sóstenes Cavalcante reconhece que a pandemia a crise econômica são obstáculos para que Jair Bolsonaro consigo mais um mandato. Por isso ele defende que o presidente interfira na política de preços da Petrobras.

O deputado diz que só os projetos que tramitam na Câmara e no Senado para redução no preço dos combustíveis não irão ter efeito no eleitorado. “Entendo que a equipe econômica do presidente Bolsonaro precisa rever junto a Petrobras a questão do preço é deve haver uma interferência. A presidente Dilma Rousseff fez isso pra ganhar sua reeleição em 2014”, pressiona o deputado.

Faltando menos de 8 meses para a disputa eleitoral, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica se prepara para trocar de partido. Sóstenes Cavalcante diz que a tendência é que ele confirme a filiação ao Partido Liberal mesma sigla de Bolsonaro. O deputado tem tido conversas semanais com Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, e também com representantes do Progressistas. Ele promete decidir até o dia 03 de março.

Para além da eleição majoritária, o deputado defende que a bancada evangélica se articule para aumentar o número de cadeiras tanto na Câmara quanto no Senado e consiga na próxima legislatura ser 30% do número total de parlamentares. Enquanto a eleição ainda está longe, a meta do segmento é evitar que o Congresso aprove nos próximos meses a legalização dos jogos de azar.

O presidente da Frente Parlamentar reconhece que barrar a liberação será a principal tarefa deles e também a mais difícil já que o presidente da Câmara, Arthur Lira, está imbuído pessoalmente em garantir que o texto passe. Se não for possível evitar a aprovação, os evangélicos contarão com a caneta do presidente Jair Bolsonaro. “Conheço o presidente Bolsonaro, tenho convicção que é um homem de palavra, caso o desastre aconteça aqui na Câmara e no Senado tenho a convicção que ele vetará o projeto”, conclui. Confira a integra da entrevista com o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica:

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